A presidenta Dilma
Rousseff deve viajar hoje (13) à tarde para Cartagena das Índias, na Colômbia,
onde participa até domingo (15) da 6ª Cúpula das Américas. Em discussão, a
segurança internacional na região devido ao narcotráfico e ao tráfico de armas,
o embargo a Cuba, imposto há cerca de meio século pelos norte-americanos, e os
esforços conjuntos para a inclusão social e o combate à pobreza.
Meses antes da
realização da Cúpula das Américas, a reunião gerou controvérsias devido à
exclusão de Cuba, exigência dos norte-americanos. Em protesto, os presidentes
Hugo Chávez (Venezuela), Evo Morales (Bolívia) e Rafael Correa (Equador)
disseram que pretendiam boicotar o encontro. Porém, nos últimos dias, somente
Correa informou que não participará do encontro. Morales e Chávez devem
participar.
O presidente da
Colômbia, Juan Manuel Santos, conversou com Chávez, Correa e Morales na
tentativa de resolver a polêmica. Santos foi a Havana, capital cubana, conversar
com o presidente Raúl Castro para minizar o mal-estar.
No Brasil, as
autoridades defenderam a participação de Cuba e reiteraram a necessidade de
acabar com o embargo econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados
Unidos ao país desde 1962. Em decorrência do chamado bloqueio, Cuba vive
momentos de dificuldades internas na sua economia e passou a abrir o mercado
para investimentos estrangeiros.
A exclusão de Cuba
da Cúpula das Américas, segundo negociadores que participaram das reuniões
prévias, deve ser tratada de forma reservada pelos presidentes presentes à
reunião. O tema deve ser assunto do chamado retiro - momento em que os líderes
debatem questões políticas. Há também a previsão de Dilma se reunir com
Santos.
O Brasil e a
Colômbia atuam de forma parceira nas operações de resgate de reféns, mantidos
sob poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). No começo deste
mês, aeronaves brasileiras e equipes de especialistas integraram as ações de
resgate dos dez últimos militares e policiais mantidos em cativeiro pelos
guerrilheiros.
Também estará em
discussão na 6ª Cúpula das Américas a questão da segurança internacional da
região - Américas do Sul, Central e do Norte. Várias vezes, os presidentes se
manifestaram preocupados com o aumento das ações dos traficantes de drogas e
armas.
Norte-americanos e
colombianos negociam a instalação de bases militares dos Estados Unidos na
região. O tema divide opiniões entre os países vizinhos, inclusive o Brasil,
pois há um temor de ingerência norte-americana em assuntos internos.
Paralelamente, os
presidentes conversarão sobre os esforços conjuntos para ampliar os programas de
inclusão social e combate à pobreza. Dilma deverá mencionar os programas
executados no Brasil e pretende reiterar que o tema também será discutido
durante a Conferência Rio+20, em junho, no Rio de Janeiro.
Fonte: Agência Brasil
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