O Brasil deve
diversificar as exportações para a China, alertou hoje (8) o embaixador do
Brasil na China, Clodoaldo Hugueney, durante evento na Associação de Comércio
Exterior do Brasil (AEB) no Rio de Janeiro.
As exportações
brasileiras para a China dependem basicamente de três commodities, que são a
soja, o minério de ferro e o petróleo. O embaixador disse que o Brasil precisa
passar a vender produtos agrícolas mais processados, como carnes, ou produtos
manufaturados, de maior valor agregado.
"Não há nada de
errado em exportar commodities", disse Hugueney, mas ressaltou que "o nosso
dever de casa é trabalhar na diversificação da pauta e pensar em exportar mais
produtos manufaturados para a China".
O embaixador
lembrou que o Brasil já exporta para a China os aviões da Embraer, um grande
produto manufaturado. Segundo ele, a empresa brasileira detém mais de 75% do
mercado da aviação regional chinês. Ele também lembrou do anúncio, nesta semana,
do contrato entre a companhia BRF Foods com uma grande rede chinesa de carnes e
outros produtos "vai aumentar ainda mais a nossa presença no mercado chinês de
carnes processadas, de frangos e de bovinos, onde o Brasil já tem uma posição de
liderança".
Hugueney disse que
o governo brasileiro está trabalhando na diversificação da pauta, para dar um
salto qualitativo. Ele deixou claro, porém, que esse não é um esforço só do
governo.
Mesmo com a pauta
de commodities, as exportações brasileiras para a China vêm aumentando ano a
ano, gerando superávits significativos, como no ano passado, da ordem de US$ 11
bilhões.
Fonte: Agência Brasil
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