O governo federal
deve anunciar ainda este mês o novo regime automotivo que vai vigorar nos
próximos anos. O assunto foi discutido hoje (15) por representantes das centrais
sindicais em reunião com os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e da
Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. Desde 1995, o
regime automotivo é o principal instrumento de política industrial para o setor
e define o programa de investimentos e de estímulo às exportações, além de fixar
um regime especial de importação.
Na semana passada,
o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel,
já havia informado que o anúncio seria feito ainda em março. Na ocasião,
Pimentel disse que as medidas estão em fase de discussão, mas adiantou que a
política industrial deve exigir mais investimento das montadoras em pesquisa e
aumentar a exigência de conteúdo nacional.
Segundo o
presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva,
Mantega prometeu ouvir os sindicalistas antes do anúncio. Uma nova reunião está
marcada para a próxima semana. Silva defende o aumento do percentual de conteúdo
nacional na cadeia automotiva que, hoje, está em 65%.
"Espero que não
seja anunciada uma medida antes de ouvir as propostas dos trabalhadores.
Queremos debater conteúdo nacional. Não dá para a engenharia, os projetos,
aquilo que agrega valor e que paga salário, estejam indo, como está acontecendo
hoje no Brasil, para as matrizes. Queremos discutir projetos, engenharia",
disse.
O presidente da
Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, também defendeu a ampliação do índice de
nacionalização das peças dos carros produzidos no país dos atuais 8% para 21%.
"O governo topou negociar essas duas questões. A proposta nossa é chegar a 21%.
Seria aumentar o conteúdo local para cerca de 80% e elevar o de peças para 21%",
comentou.
Fonte: Agência Brasil
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