quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Apesar das restrições, país consegue superávit no comércio com Argentina

As restrições impostas à compra de produtos importados na Argentina, como licenças não automáticas de importação e retenções demoradas nas alfândegas, conseguiram provocar uma queda quase imperceptível, de 2%, nas exportações brasileiras àquele país em janeiro. Isso não evitou que o comércio bilateral alcançasse pequeno saldo favorável aos brasileiros, de US$ 145 milhões. Na última semana do mês, foram aceleradas as exportações à Argentina, revertendo a tendência de déficit registrada desde o início do ano.
"Embora pequena, a queda nas exportações para a Argentina foi o que impediu que fossem maiores nossas vendas à América Latina", comentou a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, ao notar que as exportações do Brasil à América Latina cresceram 7% em janeiro. Tatiana viaja segunda-feira para pedir esclarecimentos ás autoridades argentinas sobre a entrada em vigor, ontem, de um novo mecanismo de controle das importações, com a exigência de declaração antecipada, por parte dos importadores no país.
O comércio com os argentinos teve altas fortes nas vendas brasileiras de máquinas de terraplenagem (182%), tratores (121%), veículos de carga (137%) e até automóveis (73%), mas sofreu quedas em itens como inseticidas (40%) e máquinas agrícolas, exceto tratores (31%), além da redução nas exportações de têxteis e calçados.
Há temor de que as novas medidas de controle reduzam ainda mais as exportações do Brasil e, ontem, alguns empresários brasileiros se queixavam ao ministério de que não conseguiam informações nem sobre como fazer a declaração exigida pelas autoridades do país vizinho. A Argentina representa em torno de 9% do mercado para as exportações brasileiras.
O Brasil tem conseguido compensar em parte a retração em seus mercados tradicionais com a exploração de novos mercados, como os da Ásia (que passou de 24,7% para 26,2% do mercado para os brasileiros) e África (que subiu de 5,4% para 6%).
 
Fonte: Valor Econômico

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