A interação e as parcerias sino-brasileiras firmadas na última década ampliaram a corrente de comércio entre o Brasil e a China de US$ 2,5 bilhões, em 2000, para cerca de US$ 70 bilhões, no ano passado. "Em 11 anos, deu um salto brutal", disse ontem o diretor da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC), Kevin Tang. - "O clima é muito favorável [para as relações comerciais] entre os dois países e, agora, a gente também vê os investimentos chineses aumentando no Brasil", declarou. A entidade acaba de abrir um escritório em Salvador (BA), totalizando dez unidades no País, e considera a capital baiana a porta de entrada no Nordeste para novas possibilidades comerciais bilaterais.
As exportações brasileiras para a China são lideradas pelas commodities agrícolas e minerais, com destaque para soja, minério de ferro e petróleo "e, eventualmente, alimentos". Kevin Tang assegurou que esses são setores estratégicos para a China, que tem interesse em investir também nessas áreas no Brasil.
Ele lembrou que além dessas áreas, empresas chinesas já estão investindo em distribuição de energia no Brasil e nos setores automotivo e de máquinas e equipamentos voltados, em especial, para a construção civil e o eletroeletrônico. "Porque são áreas onde a indústria chinesa já está mais madura e tem uma presença no mercado internacional relativamente forte".
Com isso, ele observa grande volume de vendas de produtos da China no Brasil que justifica a instalação de montadoras e unidades fabricantes de máquinas no País.
Fonte: Diário do Comércio e Indústria
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