A adoção de barreiras tarifárias para proteger a indústria nacional dos importados chineses vai gerar um efeito "nefasto".
Quem diz é Márcio Utsch, 53, presidente da Alpargatas, maior empresa de calçados e artigos esportivos do país em receita líquida (R$ 2,2 bilhões em 2010), dona de Havaianas e Topper e importadora de Mizuno e Timberland, informa reportagem de Mariana Barbosa publicada na Folha desta quinta-feira.
| Diogo Shiraiwa/Editoria de Arte/Folhapress |
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"Enquanto a indústria internacional investe e se moderniza, a nacional não está preparada para viver sem proteção", diz.
Voz dissonante no meio empresarial, o executivo critica a adoção, no ano passado, de uma tarifa antidumping de US$ 13,85 para proteger o calçado nacional de importados asiáticos. Para ele, a prática é um "disparate".
"O consumidor tem acesso à internet. Ele compara com os preços lá de fora e acha que a gente aqui é ladrão. Já temos 35% de imposto de importação no calçado e colocamos mais a tarifa antidumping", afirma.
"Quem paga a conta do protecionismo são os consumidores."
Fonte: Folha de São Paulo

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