terça-feira, 11 de outubro de 2011

GOVERNO PARALISA DISCUSSÃO SOBRE QUEIXAS CONTRA OS EUA


O Ministério das Relações Exteriores colocou em banho-maria a ideia de questionar na Organização Mundial do Comércio (OMC) as barreiras impostas pelos Estados Unidos ao etanol brasileiro após a aprovação, pelo Senado dos EUA, do fim dos subsídios aos produtores locais e da sobretaxa ao álcool importado do Brasil em junho. - "Como houve o anúncio no início deste ano de que a medida [dos EUA] não seria renovada no final de 2011, então não está na pauta primeira, porque houve uma evolução, digamos, positiva" afirmou Celso de Tarso Pereira, chefe da Coordenação Geral de Contenciosos do Itamaraty.
Outras duas disputas comerciais com a União Europeia, sobre barreiras ao frango e à carne bovina exportada pelo Brasil, por outro lado, ainda estão sob análise dos diplomatas e não há data para serem apresentadas à OMC, segundo Pereira. A equipe do ministério vem preparando estudos técnicos e jurídicos para embasar eventual contencioso, disse o diplomata.
Indagado sobre as recentes medidas protecionistas adotadas pelo governo brasileiro, como o aumento de 30 pontos percentuais do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis não fabricados no País, o representante do Itamaraty na OMC, embaixador Roberto Azevedo, respondeu que estará "a disposição para conversar com outros membros" da OMC e "prestar esclarecimentos" sobre a medida.
"Não prejudica não", respondeu o embaixador ao ser questionado se a medida enfraquece a imagem construída pelo País na OMC.

Fonte: Diário do Comércio e Indústria

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