quinta-feira, 29 de setembro de 2011

HÁ ESPAÇO PARA AMPLIAR EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS À ONU, AFIRMA MINISTRO RUBENS GAMA FILHO


O Sistema da Organização das Nações Unidas (ONU) importou de diversos países do globo cerca de 14 bilhões de dólares entre serviços e bens no ano de 2010. A cifra sugere que a organização não oferece apenas soluções políticas ao redor do mundo, mas oportunidades para negócios envolvendo também empresários brasileiros.
Embora o valor importado pela ONU no último ano seja estimulante, a participação do Brasil neste mercado ainda é tímida. Em 2010, o País exportou 227 milhões de dólares para o sistema ONU. Os produtos mais vendidos pelo Brasil foram vacinas, alimentos, equipamentos médicos, de informática e telecomunicações e inseticidas. Os principais serviços prestados por empresários brasileiros foram transferências de fundos, serviços de viagem e sociais.
"Há muito espaço para crescer: na prestação de serviços de toda ordem, venda de bens, alimentos e equipamentos. As Nações Unidas compram muitos equipamentos", afirmou nesta quarta-feira (28) o ministro Rubens Gama Filho, diretor do Departamento de Promoção Comercial e Investimentos do Ministério das Relações Exteriores, durante o seminário "Como vender para a ONU".
Organizado pela Federação das Indústrias do Estado de São (Fiesp) e pelo Ministério das Relações Exteriores, o seminário é uma iniciativa do Programa de Promoção das Exportações para o Sistema Nações Unidas (PPE-ONU), conduzido pelo Itamaraty, em cooperação com o Serviço de Compras das Nações Unidas.
O PPE-ONU foi concebido pelo Itamaraty em 2004 e os objetivos do programa são: aumentar as exportações brasileiras ao sistema; informar sobre as regras e princípios adotados pelas agências da ONU no momento da compra; orientar empresas brasileiras no processo de registro e cadastro para participação do mercado.
Gama Filho ressaltou ainda um outro forte interesse do Itamaraty em relação às exportações para a ONU: a participação política do Brasil no organismo por meio dos negócios. "Não é só exportação, mas estamos muitos interessados em saber que temos mais de mil empresas brasileiras cadastradas e com voz neste sistema. Isso nos dá peso político", completou o ministro.
Como vender para ONU
As Nações Unidas possuem a Divisão de Licitação para regular as ofertas e os negócios alcançados com fornecedores de diversos países. Segundo o ministro Gama Filho, como parte do processo de aquisições, e por uma questão de princípios, a ONU busca evitar que as compras se concentrem demais nos países mais competitivos, dando oportunidade de suas licitações aos países em desenvolvimento. "As nossas empresas não podem ficar fora desse sistema, é uma boa oportunidade comercial, mas politicamente também", reforçou.
Para participar do processo de licitação na ONU é necessário registrar a empresa no site do órgão. A representante de compras governamentais Natasha Fernandez explicou que, por se tratar de um organismo com grande variedade de agências, e necessidades, o registro da empresa é obrigatório e importante para definir à qual das 37 agências se aplica determinada oferta de bens ou serviços.
"Por terem propósitos diferentes, elas compram mercadorias diferentes, é fundamental que você faça sua lição de casa, o registro", afirmou Natasha durante o seminário. Em 2009, a ONU importou 6,3 milhões de dólares em serviços e 7,4 milhões em bens, somando 13,7 bilhões de dólares em um ano.
Concorrência
Natasha Fernandez acrescentou que a expectativa da Divisão de Licitações da ONU é que um número cada vez maior participe dos processos de licitação. "Quanto mais empresas participarem, melhor para nós. Não queremos o melhor, nem o mais barato. Queremos a melhor combinação entre preço e qualidade", concluiu.

Fonte: Agência Indusnet Fiesp

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