sexta-feira, 30 de setembro de 2011

"ACORDO COM MERCOSUL É FUNDAMENTAL"


Com a meta de diversificar seus parceiros e reduzir sua dependência de Israel, a Autoridade Palestina busca fechar um acordo comercial com o Mercosul já em 2012, de acordo com entrevista concedida pelo ministro de Economia da Autoridade Palestina ao jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: O Estado de S.Paulo

ARGENTINA VOLTA A BARRAR CALÇADOS BRASILEIROS


Pelo menos 3,3 milhões de pares de calçados estão retidos no Brasil à espera da emissão das licenças não automáticas de importação pelo governo da Argentina, informa a edição de hoje do jornal O Estado de S. Paulo, com dados da Abicalçados que mostram que o prazo máximo de 60 dias não é respeitado.

Fonte: O Estado de S.Paulo

GOVERNO QUER CONVERSAR COM MONTADORAS ESTRANGEIRAS DE CARROS QUE QUEIRAM PRODUZIR NO BRASIL


Embora não haja no momento previsão de alterar a medida que aumentou o Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) de carros importados, o governo "está aberto" a propostas de fábricas estrangeiras que queiram se estabelecer no país, disse hoje (29) o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel.
"O regime está pronto, funcionando. Algumas empresas que querem se estabelecer no Brasil têm nos procurado, sugerindo que alteremos os índices de nacionalização das empresas [que pretendem entrar no país]. Estamos abertos a propostas, sugestão, mas neste momento não estamos pensando em fazer mudanças [na medida que elevou o IPI para veículos importados]", disse Pimentel, depois de participação da reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI).
O governo está disposto a conversar especialmente com as montadoras estrangeiras que queiram produzir carros com conteúdo nacional e investir em inovação tecnológica. "O governo está aberto a examinar qualquer proposta séria nessa direção", assinalou Pimentel.
No último dia 15, o governo anunciou a elevação em 30 pontos percentuais da alíquota do imposto que incide sobre automóveis com alto percentual de conteúdo importado.

Fonte: Agência Brasil

CÂMARA APROVA ACORDO DE COOPERAÇÃO COM MERCADO COMUM DO SUL DA ÁFRICA


O Plenário aprovou nesta quinta-feira (29) cinco projetos de decreto legislativo (PDCs) que confirmam acordos internacionais firmados recentemente pelo Brasil. Os projetos, que seguem para análise pelo Senado, foram votados em sessão extraordinária, realizada esta manhã.
Uma das propostas (PDC 63/11) aprova acordo de cooperação firmado entre o Brasil e a Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral - organização sub-regional de integração econômica, liderada pela África do Sul e composta por 14 países da região sul do continente africano.
Os pontos centrais do acordo são a formulação e a implementação de políticas, estratégias, projetos e programas em atividades de interesse comum nas áreas socioeconômica, industrial, científica e tecnológica. A cooperação também incluirá: estágios e missões técnicas, trocas de informações, organização de seminários, reuniões e programas de formação e de capacitação, bem como o desenvolvimento de pesquisas em áreas de interesse das partes.
A Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral existe desde 1992 e é constituída por: África do Sul, Angola, Botswana, República Democrática do Congo, Lesoto, Madagascar, Malawi, Maurício, Moçambique, Namíbia, Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabwe. A população somada é de 257 milhões de pessoas, e o Produto Interno Bruto (PIB) somado é de 471 bilhões de dólares.
Kuaite
Outro acordo de cooperação técnica aprovado foi com o Kuaite (país árabe do Golfo Pérsico - PDC 230/11). Os projetos de cooperação técnica poderão contar com a participação de instituições públicas e privadas, e ainda de organizações não governamentais dos dois países. Também poderão ser feitas parcerias com outros países, organizações internacionais e agências regionais para atingir o objetivo do tratado.
Pelo texto, o pessoal enviado por um dos países ao outro contará com apoio para acomodação, transporte e acesso à informação necessária, além de vistos e isenção de taxas aduaneiras.
Diplomatas
Foram aprovados ainda três acordos internacionais que autorizam o exercício de trabalho remunerado por dependentes de membros do corpo diplomático. Os acordos foram firmados com a Croácia (PDC 58/11), país da Europa, e com o Quênia (PDC 227/11) e a Zâmbia (PDC 64/11), países africanos. Pelos textos, poderão trabalhar o cônjuge de diplomatas, os filhos solteiros menores de 21 anos ou menores de 25 anos que estejam na universidade e os filhos solteiros com deficiência física ou mental.
Os dependentes deverão pagar impostos referentes à renda recebida e deverão submeter-se à legislação de previdência social. Também não gozarão de imunidade de jurisdição civil ou administrativa em ações contra eles por atos diretamente relacionados com o desempenho da referida atividade remunerada.
Retirados
Por falta de acordo entre lideranças, foram retiradas de pauta outras propostas previstas para serem votadas. Entre elas está o PDC 1351/2008, sobre tratado de extradição entre Brasil e China, celebrado em 2004.

Fonte: Agência da Câmara

RIO DE JANEIRO SUPEROU EM OITO MESES EXPORTAÇÕES TOTAIS DE 2010


O comércio exterior fluminense cresceu 67% de janeiro a agosto deste ano, o dobro da média nacional, que foi de 32%. Nesse período, as vendas externas fluminenses somaram US$ 20,1 bilhões e já se igualaram ao montante movimentado durante todo o ano de 2010. Isso significa que as exportações do estado atingirão novos recordes até o fim do ano. Os dados são do boletim Rio Exporta, divulgado pelo Sistema Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (FIRJAN) nesta quinta-feira, dia 29 de setembro.
O saldo comercial fluminense alcançou patamar inédito nesses oito meses com US$ 7,6 bilhões em movimentação, um crescimento quatro vezes maior do que o registrado no ano passado. Com isso, o Rio de Janeiro passou a ocupar o terceiro lugar entre os maiores contribuintes da balança comercial brasileira (era o quinto em 2010), atrás apenas de Minas Gerais e Pará, grandes exportadores de minério de ferro.
Em agosto, as exportações do Rio somaram US$ 3,1 bilhões, o dobro do mesmo mês no ano passado. A indústria do petróleo continua sendo o carro-chefe (US$ 2,1 bilhões e 70% do total), estimulada pelo aumento da cotação internacional do barril, mas três outros segmentos chamaram atenção ao atingir em agosto as maiores exportações do ano: produtos alimentares, principalmente carne bovina, que vendeu US$ 12,5 milhões; Têxtil, com tecidos de linho, que alcançou US$ 3,6 milhões, e produtos agropecuários, com movimentação de US$ 781 mil.
Quanto às importações, em agosto, a combinação de demanda local aquecida e valorização do real foi determinante para o recorde de US$ 2 bilhões, com ênfase na área Extrativa mineral (US$ 479 milhões) e em Metalúrgica (US$ 213 milhões). Também contribuíram o setor farmacêutico (US$ 131 milhões), com vacinas contra poliomielite e remédios para tratamento de câncer; perfumaria (US$ 29 milhões), com cremes de beleza, perfumes e creme dental, e artigos plásticos (US$ 12 milhões).
O saldo comercial apresentou, portanto, um resultado positivo de US$ 1,1 bilhão em agosto, revertendo o cenário de déficit registrado no mesmo mês em 2010 (US$ 344 milhões).
Os Estados Unidos continuam sendo o principal parceiro comercial do estado, tanto nas exportações (US$ 664 milhões) como nas importações (US$ 377 milhões). Para o país foram exportados principalmente petróleo e semimanufaturados de ferro e aço, e comprados equipamentos para a indústria aeronáutica e carvão.

Fonte: Confederação Nacional da Indústria

RELATOR DE MP QUER REDUZIR ENCARGOS PARA INDÚSTRIAS


O relator da Medida Provisória 540/11, deputado Renato Molling (PP-RS), está negociando com o governo a redução das alíquotas e a ampliação do prazo de vigência da desoneração da folha de salários, um dos principais pontos do texto encaminhado pelo Executivo. A MP, que tranca a pauta do Plenário da Câmara, autoriza as indústrias de móveis, de confecções e de artefatos de couro a substituir a tradicional contribuição previdenciária, equivalente a 20% da folha salarial, por uma contribuição de 1,5% da receita bruta. No caso das empresas de tecnologia da informação e comunicação (TIC), a alíquota é de 2,5%. A medida entra em vigor em dezembro e vigora até 31 de dezembro de 2012.
Molling recebeu dados dos setores beneficiados com a desoneração que mostrariam dificuldade para cumprir a alíquota de 1,5%. A indústria moveleira, por exemplo, afirma que só consegue suportar uma incidência de 0,75% do faturamento. A área têxtil e de confecções só poderia chegar a 1%. No setor de TCI, alguns segmentos argumentam que a contribuição de 2,5% representa uma carga maior do que a atualmente paga. Esse setor abrange empresas tão diferentes como de programação, processamento de dados, consultoria, suporte técnico e outros.
"O setor moveleiro gaúcho, um dos principais polos do País, informa que as 30 maiores indústrias do estado terão uma despesa de R$ 15 milhões a mais por ano com a alíquota proposta", declarou Molling. "Temos de fazer um ajuste para que não se inverta o sentido da MP: em vez de desonerar, acabamos onerando", completou.
Em relação ao prazo de vigência da desoneração da folha, o relator avalia que três anos seria mais compatível com o ritmo da atividade industrial, em vez de um ano proposto na MP. Molling destacou que muitas empresas firmam contratos de fornecimento de produtos por períodos superiores a um ano - principalmente em caso de exportação. A manutenção do prazo de vigência da MP, para ele, dificulta o gerenciamento de caixa das corporações. "Com um ano, não dá para fazer o planejamento tributário", disse.
Propostas
A MP 540 traz um conjunto de medidas de política industrial e de promoção das exportações, batizadas pelo governo federal de Plano Brasil Maior. As mudanças nas alíquotas e no prazo de vigência da desoneração foram propostas por Molling em reuniões ontem com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, e com a equipe econômica do governo.
O relator também propôs fixar em 3% da receita de exportação o valor do ressarcimento, às empresas, dos resíduos tributários existentes na cadeia produtiva. A MP autoriza a devolução de um percentual entre 0 e 3%, como parte do Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para Empresas Exportadoras (Reintegra). Molling quer um percentual fixo, e no teto.
As propostas do relator serão examinadas agora pelo governo, que deve dar a resposta até o início da próxima semana. Somente após as informações, Molling fechará o parecer. A expectativa dele é entregar o texto até terça-feira (4). A votação no Plenário dependerá de acordo com os líderes partidários. Como o assunto é complexo e extenso, o mais provável é que só vá à votação na semana seguinte.
Fumo
Molling confirmou que vai apresentar uma emenda proibindo o fumo em locais fechados. Os fumantes só serão aceitos se houver espaço específico para eles, prática vetada a menores de 18 anos. Além disso, ele vai propor o fim do uso de sabores nos cigarros, como morango e chocolate. A exceção será para os mentolados. O deputado avalia que os sabores funcionam como "uma porta de entrada para os jovens" fumarem.
Com a emenda, Molling pretende dar um caráter federal ao uso do fumo, hoje regulamentado por leis federais, estaduais, municipais e até resoluções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). "Vamos ter uma das legislações mais modernas do mundo. Os mais radicais querem proibir, mas sabemos que isso não resolve, porque pode haver contrabando. Então, acho que devemos regular, e não proibir", destacou. A intenção, segundo ele, é conter o consumo, mas respeitar o direito do fumante e o setor, que ocupa mais de 250 mil famílias no País no campo.

Fonte: Agência da Câmara

RELATOR DE MP QUER REDUZIR ENCARGOS PARA INDÚSTRIAS


O relator da Medida Provisória 540/11, deputado Renato Molling (PP-RS), está negociando com o governo a redução das alíquotas e a ampliação do prazo de vigência da desoneração da folha de salários, um dos principais pontos do texto encaminhado pelo Executivo. A MP, que tranca a pauta do Plenário da Câmara, autoriza as indústrias de móveis, de confecções e de artefatos de couro a substituir a tradicional contribuição previdenciária, equivalente a 20% da folha salarial, por uma contribuição de 1,5% da receita bruta. No caso das empresas de tecnologia da informação e comunicação (TIC), a alíquota é de 2,5%. A medida entra em vigor em dezembro e vigora até 31 de dezembro de 2012.
Molling recebeu dados dos setores beneficiados com a desoneração que mostrariam dificuldade para cumprir a alíquota de 1,5%. A indústria moveleira, por exemplo, afirma que só consegue suportar uma incidência de 0,75% do faturamento. A área têxtil e de confecções só poderia chegar a 1%. No setor de TCI, alguns segmentos argumentam que a contribuição de 2,5% representa uma carga maior do que a atualmente paga. Esse setor abrange empresas tão diferentes como de programação, processamento de dados, consultoria, suporte técnico e outros.
"O setor moveleiro gaúcho, um dos principais polos do País, informa que as 30 maiores indústrias do estado terão uma despesa de R$ 15 milhões a mais por ano com a alíquota proposta", declarou Molling. "Temos de fazer um ajuste para que não se inverta o sentido da MP: em vez de desonerar, acabamos onerando", completou.
Em relação ao prazo de vigência da desoneração da folha, o relator avalia que três anos seria mais compatível com o ritmo da atividade industrial, em vez de um ano proposto na MP. Molling destacou que muitas empresas firmam contratos de fornecimento de produtos por períodos superiores a um ano - principalmente em caso de exportação. A manutenção do prazo de vigência da MP, para ele, dificulta o gerenciamento de caixa das corporações. "Com um ano, não dá para fazer o planejamento tributário", disse.
Propostas
A MP 540 traz um conjunto de medidas de política industrial e de promoção das exportações, batizadas pelo governo federal de Plano Brasil Maior. As mudanças nas alíquotas e no prazo de vigência da desoneração foram propostas por Molling em reuniões ontem com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, e com a equipe econômica do governo.
O relator também propôs fixar em 3% da receita de exportação o valor do ressarcimento, às empresas, dos resíduos tributários existentes na cadeia produtiva. A MP autoriza a devolução de um percentual entre 0 e 3%, como parte do Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para Empresas Exportadoras (Reintegra). Molling quer um percentual fixo, e no teto.
As propostas do relator serão examinadas agora pelo governo, que deve dar a resposta até o início da próxima semana. Somente após as informações, Molling fechará o parecer. A expectativa dele é entregar o texto até terça-feira (4). A votação no Plenário dependerá de acordo com os líderes partidários. Como o assunto é complexo e extenso, o mais provável é que só vá à votação na semana seguinte.
Fumo
Molling confirmou que vai apresentar uma emenda proibindo o fumo em locais fechados. Os fumantes só serão aceitos se houver espaço específico para eles, prática vetada a menores de 18 anos. Além disso, ele vai propor o fim do uso de sabores nos cigarros, como morango e chocolate. A exceção será para os mentolados. O deputado avalia que os sabores funcionam como "uma porta de entrada para os jovens" fumarem.
Com a emenda, Molling pretende dar um caráter federal ao uso do fumo, hoje regulamentado por leis federais, estaduais, municipais e até resoluções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). "Vamos ter uma das legislações mais modernas do mundo. Os mais radicais querem proibir, mas sabemos que isso não resolve, porque pode haver contrabando. Então, acho que devemos regular, e não proibir", destacou. A intenção, segundo ele, é conter o consumo, mas respeitar o direito do fumante e o setor, que ocupa mais de 250 mil famílias no País no campo.

Fonte: Agência da Câmara

DILMA ASSINA MP QUE CONCEDE INCENTIVOS FISCAIS A FABRICANTES DE EQUIPAMENTOS DE DEFESA


A presidenta Dilma Rousseff assinou na tarde de hoje (29) medida provisória (MP) que isenta empresas fabricantes de equipamentos de defesa do pagamento de tributos. De acordo com ela, um dos objetivos é reduzir a importação de produtos para as Forças Armadas.
"Não queremos produzir só para o Brasil. Temos clareza que a nossa capacidade de sermos competitivos está baseada no fato de sermos capazes de exportar. [A medida] vai ter esse duplo efeito: de afirmar a indústria, mas também de fazer com que tenhamos uma balança comercial mais equilibrada", disse Dilma, durante cerimônia no Palácio do Planalto.
De 2000 a 2010, o Brasil importou US$ 2,37 bilhões em equipamentos militares, contra US$ 470 milhões de exportações no mesmo período - déficit de cerca de US$ 1,9 bilhão, segundo dados do Ministério da Defesa.
Dilma destacou que investir na indústria de defesa nacional é "estratégica para a nossa soberania".
O ministro da Defesa, Celso Amorim, disse que a isenção tributária fortalecerá a capacidade do Exército, da Aeronáutica e da Marinha de proteger os recursos do país.
"Vivemos hoje em um mundo muito complexo, um mundo em que a gente não sabe de onde vem as ameaças, mas a gente sabe os recursos que temos de proteger", assinalou Amorim.
Para o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Defesa e Segurança (Abimde), Orlando Neto, as novas regras darão mais condições ao empresariado brasileiro para competir com os estrangeiros. "A base industrial de defesa nunca pleiteou privilégios ou clamou por favores ou ajuda do governo. Ao contrário, sempre batalhou para que houvesse igualdade de oportunidades e de competição."
De acordo com o governo federal, os fabricantes de produtos militares ficarão isentos, por cinco anos, do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Programa de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/PASEP) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). A isenção vale também para compra de insumos, inclusive importados.
Para ter direito ao benefício, as empresas precisam ter sede ou fábrica no Brasil, comprovar conhecimento tecnológico na área, ter registro no Ministério da Defesa e produzir equipamentos considerados estratégicos e de difícil obtenção, como munição, armas, aviões, satélites, foguetes, fardas, veículos e rações.
De acordo com o Ministério da Defesa, 186 empresas se encaixam dentro dos requisitos exigidos.
A medida provisória vigora a partir da publicação no Diário Oficial da União.

Fonte: Agência Brasil

DILMA LIBERA R$ 1,95 BILHÃO PARA ESTADOS E MUNICÍPIOS ESTIMULAREM EXPORTAÇÕES


A presidenta Dilma Rousseff autorizou a liberação de R$ 1,95 bilhão para os estados, o Distrito Federal e os municípios. O objetivo é estimular e incentivar as exportações no país. A decisão está contida na Medida Provisória (MP) 546, publicada no Diário Oficial da União de hoje (30), seção 1 página 6.
Os recursos serão repassados pelo Tesouro Nacional e o Ministério da Fazenda em três parcelas de R$ 650 milhões até o último dia útil dos meses de outubro, novembro e dezembro. Do total, os estados ficarão com 75% e os 25% restantes serão repassados aos municípios.
O texto estabelece ainda que o Ministério da Fazenda poderá definir regras de prestação de informação pelos estados e pelo Distrito Federal sobre a manutenção e o aproveitamento de crédito pelos exportadores.
Pelo decreto, a divisão do dinheiro para os municípios seguirá os critérios de participação na distribuição da parcela do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) com os respectivos estados ao longo deste ano. Os recursos serão entregues uma vez por mês até dezembro, por meio de crédito em moeda corrente depositado em conta bancária.
A decisão da presidenta ocorre no momento em que ela destaca sua preocupação com os impactos da crise econômica internacional no Brasil. Segundo Dilma, não há país imune aos efeitos da crise, mas o governo brasileiro se empenha para evitar prejuízos.
Um dos esforços, de acordo com a presidenta, é o estímulo à indústria nacional, a com geração de emprego e renda. Para ela, os estrangeiros que quiserem investir no Brasil terão apoio desde que garantam a abertura de novas vagas de trabalho e geração de renda no país.


Fonte: Agência Brasil

EXPORTADOR É POUPADO DE COBRANÇA DE IOF

O governo decidiu poupar a proteção cambial de exportadores da cobrança do Imposto sobre Operações financeiras (IOF) nos contratos de derivativos. Segundo informa a edição de hoje do jornal O Estado de S. Paulo, as empresas que realizarem os chamados contratos de hedge, para se defender das oscilações na moeda americana, podem pedir à Receita Federal a compensação do tributo ou devolução do valor recolhido.

Fonte: Aduaneiras 

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

HÁ ESPAÇO PARA AMPLIAR EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS À ONU, AFIRMA MINISTRO RUBENS GAMA FILHO


O Sistema da Organização das Nações Unidas (ONU) importou de diversos países do globo cerca de 14 bilhões de dólares entre serviços e bens no ano de 2010. A cifra sugere que a organização não oferece apenas soluções políticas ao redor do mundo, mas oportunidades para negócios envolvendo também empresários brasileiros.
Embora o valor importado pela ONU no último ano seja estimulante, a participação do Brasil neste mercado ainda é tímida. Em 2010, o País exportou 227 milhões de dólares para o sistema ONU. Os produtos mais vendidos pelo Brasil foram vacinas, alimentos, equipamentos médicos, de informática e telecomunicações e inseticidas. Os principais serviços prestados por empresários brasileiros foram transferências de fundos, serviços de viagem e sociais.
"Há muito espaço para crescer: na prestação de serviços de toda ordem, venda de bens, alimentos e equipamentos. As Nações Unidas compram muitos equipamentos", afirmou nesta quarta-feira (28) o ministro Rubens Gama Filho, diretor do Departamento de Promoção Comercial e Investimentos do Ministério das Relações Exteriores, durante o seminário "Como vender para a ONU".
Organizado pela Federação das Indústrias do Estado de São (Fiesp) e pelo Ministério das Relações Exteriores, o seminário é uma iniciativa do Programa de Promoção das Exportações para o Sistema Nações Unidas (PPE-ONU), conduzido pelo Itamaraty, em cooperação com o Serviço de Compras das Nações Unidas.
O PPE-ONU foi concebido pelo Itamaraty em 2004 e os objetivos do programa são: aumentar as exportações brasileiras ao sistema; informar sobre as regras e princípios adotados pelas agências da ONU no momento da compra; orientar empresas brasileiras no processo de registro e cadastro para participação do mercado.
Gama Filho ressaltou ainda um outro forte interesse do Itamaraty em relação às exportações para a ONU: a participação política do Brasil no organismo por meio dos negócios. "Não é só exportação, mas estamos muitos interessados em saber que temos mais de mil empresas brasileiras cadastradas e com voz neste sistema. Isso nos dá peso político", completou o ministro.
Como vender para ONU
As Nações Unidas possuem a Divisão de Licitação para regular as ofertas e os negócios alcançados com fornecedores de diversos países. Segundo o ministro Gama Filho, como parte do processo de aquisições, e por uma questão de princípios, a ONU busca evitar que as compras se concentrem demais nos países mais competitivos, dando oportunidade de suas licitações aos países em desenvolvimento. "As nossas empresas não podem ficar fora desse sistema, é uma boa oportunidade comercial, mas politicamente também", reforçou.
Para participar do processo de licitação na ONU é necessário registrar a empresa no site do órgão. A representante de compras governamentais Natasha Fernandez explicou que, por se tratar de um organismo com grande variedade de agências, e necessidades, o registro da empresa é obrigatório e importante para definir à qual das 37 agências se aplica determinada oferta de bens ou serviços.
"Por terem propósitos diferentes, elas compram mercadorias diferentes, é fundamental que você faça sua lição de casa, o registro", afirmou Natasha durante o seminário. Em 2009, a ONU importou 6,3 milhões de dólares em serviços e 7,4 milhões em bens, somando 13,7 bilhões de dólares em um ano.
Concorrência
Natasha Fernandez acrescentou que a expectativa da Divisão de Licitações da ONU é que um número cada vez maior participe dos processos de licitação. "Quanto mais empresas participarem, melhor para nós. Não queremos o melhor, nem o mais barato. Queremos a melhor combinação entre preço e qualidade", concluiu.

Fonte: Agência Indusnet Fiesp

ZONA DE PROCESSAMENTO DE EXPORTAÇÃO DO ACRE RECEBE AUTORIZAÇÃO PARA FUNCIONAMENTO


O Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação (CZPE) aprovou hoje (28) a conclusão das obras da ZPE do Acre e a instalação da Companhia Siderúrgica de Pecen, em Fortaleza.
Para autorizar a instalação da ZPE do Acre, técnicos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior estiveram no local da futura zona de processamento de exportação, na semana passada, onde acompanharam as obras e a autorização da instalação de empresas, que são algumas das exigências do conselho para aprovação.
As ZPEs são áreas de livre comércio destinadas à instalação de companhias voltadas para a produção de bens para serem exportados, sendo consideradas zonas primárias para efeito de controle aduaneiro.
O pedido de alfandegamento da ZPE do Acre já foi entregue à Receita Federal, que deve apresentar parecer em 60 dias. A expectativa da secretaria estadual de Negócios é a de que, até o final do ano, a ZEP comece a receber as empresas que se instalarão no local.
O CZPE é um órgão colegiado do governo federal que tem como principais atribuições analisar propostas de criação de ZPEs; avaliar e aprovar projetos industriais; traçar a orientação superior da política das ZPEs; autorizar a instalação de empresas; estabelecer mecanismos de monitoramento do impacto na indústria nacional e aplicar o regime de ZPE.

Fonte: Agência Brasil

REPRESENTANTE DO MERCOSUL DEFENDE REVISÃO EM FUNDO


Para diminuir desigualdades regionais e incentivar uma política industrial comum, o alto-representante-geral do Mercosul, o embaixador Samuel Pinheiro, voltou a defender ontem uma revisão do valor depositado anualmente no Fundo Estrutural de Convergência do Mercosul (Focem). O montante é destinado a melhorar a infraestrutura das economias menores do bloco. - A ideia é que as contribuições do Brasil - responsável por 70% do depósito -, da Argentina (27%), do Uruguai (2%) e do Paraguai (1%) somem US$ 200 milhões. O dinheiro deve ser investido em transporte e energia, por exemplo, reduzindo "assimetrias". "Um país que não tem construída sua infraestrutura tem dificuldade de crescimento", constata Pinheiro.
O embaixador disse que não há energia suficiente na Região Norte do Paraguai, apesar de o país ser sócio da Usina Hidrelétrica de Itaipu e que, para reverter problemas como esse, US$ 100 milhões anuais são insuficientes.
Para integrar os países, Pinheiro também defendeu a coesão política no bloco, por meio de uma "harmonização" das legislações, além de "discursos afinados" em negociações internacionais, principalmente com a China. Segundo ele, essas são questões prioritárias, assim como a revisão da contribuição para o Focem, e o estímulo para a entrada da Bolívia e do Equador no Mercosul, como membros plenos no bloco. Pinheiro explicou que as primeiras negociações dependem de uma visita à Bolívia, que está para ser agendada pelas autoridades daquele país.

Fonte: Diário do Comércio e Indústria

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

RELAÇÕES EXTERIORES DISCUTIRÁ DENÚNCIA DE PROPINAS NOS PORTOS E AEROPORTOS


A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional promove hoje audiência pública, a partir das 11 horas, para esclarecer denúncia veiculada pela mídia sobre exigência de propina nos portos e aeroportos do País para agilizar a entrega de mercadorias importadas.
Foi convidado para debater o tema com os deputados o corregedor-geral da Receita Federal do Brasil, Antonio Carlos Costa D'Ávila Carvalho.
A audiência atende requerimento do deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) e será realizada no Plenário 3, logo após a reunião ordinária da comissão.

Fonte: Agência da Câmara

PAÍS DOS IMPOSTOS COMPLICADOS


O Brasil é campeão mundial de complicação no pagamento de impostos e contribuições. O peso dos encargos - dos mais altos do mundo - é só um dos problemas suportados pelas empresas, quando têm de cuidar da tributação. Além de pesados, os tributos são incompatíveis com a inserção global da economia, porque encarecem toda a atividade empresarial, desde o investimento em máquinas e instalações até a exportação ou a venda final no mercado interno. Tanto no exterior quanto no País, o produtor nacional fica em desvantagem diante do concorrente estrangeiro. Essas características bastariam para fazer do sistema brasileiro um dos piores do planeta. Mas há mais que isso,segundo analisado na edição de hoje do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: O Estado de S.Paulo

PARA CHINESES, AUMENTO DO IPI É 'PROTECIONISMO GOVERNAMENTAL'


Em sua primeira reação pública à elevação do IPI para carros no Brasil, o governo chinês fez um duro ataque contra o protecionismo brasileiro e alertou que é o País que corre o risco de sofrer a fuga de investidores e não "desfrutar dos dividendos do desenvolvimento". Segundo edição de hoje do jornal O Estado de S. Paulo, Pequim também deixa claro que o atrito não muda a estratégia de expansão da China no Brasil.

Fonte: O Estado de S.Paulo

GOVERNO DESCARTA OUTRAS EXCEÇÕES A IMPORTADORES


O governo descartou ontem a hipótese de fazer regimes diferenciados para livrar do aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) os importadores e montadoras com projeto de instalação de fábrica no Brasil. Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, o Uruguai é a única exceção a ser admitida no novo regime e, até o fim do ano que vem, o governo vai construir um regime automotivo de fato com contrapartidas reais das montadoras.

Fonte: O Estado de S.Paulo

GOVERNO CORTA IMPOSTO MAS CARGA SOBRE COMBUSTÍVEL SOBE


A Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre a importação de gasolina foi revista pelo governo federal. De acordo com o Diário Oficial, um decreto da presidente Dilma Rousseff reduziu a alíquota de R$ 230 para R$ 192,60 por metro cúbico do combustível, ou seja, para cada mil litros importados.
De acordo com Antônio Henrique Pinheiro Silveira, secretário de Acompanhamento Econômico, a normativa visa combater um aumento de preço iminente do combustível. A partir do dia 1º de outubro haverá uma mudança na mistura da gasolina vendida nos postos. A gasolina C será composta por 80% de gasolina A e 20% de etanol anidro. Atualmente, o etanol anidro corresponde por 25% da gasolina C. Como o preço do derivado de petróleo é maior que o do derivado de cana de açúcar, haveria um aumento de preços na base de quatro centavos por litro, segundo o secretário. A alteração é "para compensar essa pequena pressão dos preços resultante do aumento da mistura", diz Silveira.
Com carga tributária composta por Cide, PIS e Cofins, o preço do combustível na bomba chega a ser inflado em mais de um real por litro apenas com impostos. De acordo com a advogada tributarista Carolina Sayuri Nagai, da Diamantino Advogados Associados, até a divulgação do decreto, a cada dez litros de gasolina C, os impostos somavam R$ 13,35. Destes, R$ 1,73 eram de Cide. A partir da mudança na alíquota da contribuição, o valor cairá para R$ 1,52. No entanto, como PIS e Cofins não sofreram alterações, após o dia 1º de outubro, a cada dez litros do combustível, R$ 13,92 serão apenas impostos. "O Governo dá com uma mão, e tira com a outra", comenta.
A tributarista ainda conta que os impostos somariam R$ 14,24 para cada decalitro, caso não houvesse a alteração na Cide. "O valor é muito pouco. Há uma economia de apenas 32 centavos a cada dez litros. Somente ameniza o aumento das tributações", afirma Carolina Nagai.
Segundo Antônio Silveira, se o consumo de combustíveis permanecerem inalterados, o governo federal abrirá mão de R$ 50 milhões até o final do ano. No entanto, Nagai rejeita a hipótese de desoneração. "Não há nenhum indício de que estão segurando a tributação. Acho que não conseguirão desonerar o setor. Isso só mostrou que não subirá ainda mais a carga tributária", diz.
Para o advogado Igor Mauler Santiago, da Sacha Calmon - Mizabel Derzi, o intuito do Governo é apenas segurar os preços. "Volta e meia mexem na Cide. Ano passado mexeram. Esta é uma medida conjuntural. Uma reação rápida contra o aumento de preços após a mudança na mistura", diz.
De acordo com dados fornecidos por Antônio Silveira, o preço médio pago em setembro para a gasolina A foi de R$ 1,5496 por litro, enquanto que para o etanol anidro foi de R$ 1,4321 por litro.
Petrobras
No Brasil, quase toda a gasolina vendida nos postos brasileiros passa pela Petrobras. Com o preço fixado pelo governo federal, há algum tempo o preço da gasolina vendida pela estatal está defasado. De acordo com William Castro Alves, analista especialista em petróleo da XP Investimentos, desde quando a commodity estava avaliada em US$ 80 por barril a Petrobras sofre prejuízo. "Há muito tempo que existe uma defasagem de preço entre o que a companhia compra no exterior e por quanto ela vende no mercado interno", diz. "Sem dúvida alguma, a estatal perde dinheiro com essas operações", complementa o corretor.
O analista ainda aproveitou para descartar a suspeita de que o decreto tenha sido confeccionado para favorecer a estatal. "Infelizmente, o motivo não é esse e o mercado interpretou da mesma forma. Reflexo disso é a cotação da Petrobras. As ações governamentais são uma âncora para a empresa", afirma.
O discurso adotado por Alves corrobora com as explicações dadas ontem por Antônio Silveira. "Não foi considerado o problema de margem da Petrobras, devido à importação ou outras variáveis", diz. A cotação das ações preferências da gigante petroleira caíram 1,21% no dia da publicação do decreto, fechando as operações valendo R$ 19,54 por ação.

Fonte: Diário do Comércio e Indústria

PAÍS ABRE BRECHA PARA URUGUAI NO IPI


O governo brasileiro abriu ontem a primeira brecha no regime automotivo anunciado no dia 15 de setembro para proteger a indústria nacional da concorrência dos automóveis importados. Por pressão do governo uruguaio, o Brasil vai permitir que os carros montados naquele País sejam importados sem o aumento da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), mesmo sem terem fábrica no Brasil. Segundo noticiado pelo jornal O Estado de S. Paulo, os três fabricantes instalados no Uruguai não conseguem cumprir as contrapartidas exigidas pelo decreto publicado pelo governo para evitar o aumento em 30 pontos percentuais de IPI. As montadoras não atingem o índice de conteúdo regional de 65% e não têm operação industrial no Brasil.

Fonte: O Estado de S.Paulo

PORTARIA ALTERA ATO CONCESSÓRIO DE DRAWBACK


A Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) alterou a Portaria nº 23, de 14 de julho de 2011 por meio de outra portaria, a n. 32 de 21/9/2011, que trata do ato concessório de drawback. Agora, o pedido de ato concessório de drawback será analisado no prazo máximo de 30 dias, contados a partir da data do registro no Siscomex, se na modalidade suspensão, ou da apresentação de pedido no Banco do Brasil, na modalidade isenção.

Fonte: Diário do Comércio e Indústria

Grandes firmas de auditoria poderão sofrer abalo enorme com novas regras


As "Big Four", quatro maiores firmas de auditoria do mundo, podem ser desmembradas, ficando suscetíveis a aquisições, se forem em frente planos radicais da União Europeia para intensificar a concorrência, disse na terça-feira uma autoridade britânica do setor.
O comissário para mercado interno da UE, Michel Barnier, deverá publicar um projeto de lei em novembro para limitar o que considera um conflito de interesses - quando os auditores verificam os balanços contábeis e prestam serviços de consultoria a um mesmo cliente.
As firmas KPMG, Ernst & Young, Deloitte e PwC verificam a contabilidade de quase todas as grandes companhias do mundo.
O projeto de lei de autoria de Barnier propõe que os auditores sejam proibidos de oferecer serviços de consultoria às empresas que auditam ou até mesmo proibidos de prestar qualquer serviço de consultoria - uma decisão que poderá obrigar as firmas a desmembrar suas operações.
"Um desmembramento das Big Four as tornariam mais suscetíveis de serem compradas por empresas chinesas em ascensão", disse ontem uma autoridade britânica do setor, sob condição de anonimato.
Barnier vem elaborando seus planos há um ano, e o setor esperava que eles estivessem diluídos, no momento em que ele os propusesse formalmente, em novembro.
"Para reforçar a independência e a confiança profissional, a proibição da prestação de serviços extra-auditoria às entidades auditadas - e até mesmo a proibição generalizada de prestação de serviços extra-auditoria - seria uma solução", diz o projeto de regulamento.
"Melhores trabalhos de auditoria e relatórios mais informativos reforçarão a confiança nos mercados e, ao mesmo tempo, informarão as partes interessadas sobre quaisquer problemas em relação a uma determinada organização", acrescenta o projeto.
O Parlamento Europeu, que dará a palavra final aos Estados da União Europeia, deu aos planos seu mais amplo apoio neste mês.
Técnicos do setor de auditoria estimam que entre 28% e 30% das receitas mundiais são provenientes da verificação legal de livros contábeis, com cerca de 18% de serviços de não auditoria prestados ao mesmo cliente de auditoria. Isso significa que cerca de metade das receitas totais provém da prestação de serviços de consultoria a clientes que não estão sendo auditados.
Barnier decidiu legislar na forma de uma regulamentação, que terá obrigatoriedade diretamente aplicável aos Estados da UE, não dando margem a alternativas locais.
O Reino Unido, como sede da base europeia das quatro grandes, provavelmente se oporá a algumas das propostas mais radicais de Barnier, embora seu Office of Fair Trading tenha anunciado em julho ser justificada uma investigação abrangente sobre as condições de concorrência no setor.
Autoridades do setor de contabilidade dizem que esse tipo de investigação se tornará desnecessária se elementos pró-concorrência contidos no projeto de Barnier forem incorporados.
"Se eu fosse responsável pela UK Competition Authorities, eu me inclinaria a deixar essas decisões para a Europa. Não é uma questão britânica, na realidade é uma questão de âmbito mundial", disse a autoridade do setor de auditoria.
Outros elementos do projeto regulamentar são o diálogo regular entre auditores e suas entidades regulamentadoras; o rodízio de auditoria a cada nove anos; e a proibição às cláusulas restritivas com as quais os bancos insistem em que uma empresa que recebe um empréstimo deva ser auditada por uma das quatro grandes.
A proposta ainda prevê a implementação de auditorias conjuntas, para que o trabalho de uma das quatro grandes seja compartilhado com rivais menores. Isso se aplicaria a empresas com balanço patrimonial acima de €1 bilhão.
A Autoridade Europeia Fiscalizadora de Valores Mobiliários e Mercados desempenharia um papel de coordenação na supervisão dos auditores na UE.
Alguns dos planos já estão sendo aplicados, como a rotatividade, na Itália, e as auditorias conjuntas, na França.
Uma lei da União Europeia que entrou em vigor em 2008 estabelece o rodízio dos sócios auditores - porém não da firma de auditoria envolvida - a cada sete anos. Também diz que o auditor não pode fornecer serviços de consultoria a um mesmo cliente caso isso dê margem a grandes conflitos de interesse, porém muitos países ainda não aplicaram essa lei na íntegra.

Por Huw Jones | Reuters, em Londres

Fonte: Valor Econômico

TRF julga Lei Complementar 118


O Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, com sede em Brasília, já começou a julgar os recursos que estavam paralisados aguardando a decisão, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o prazo que os contribuintes têm para entrar na Justiça pedindo a restituição ou compensação de tributos pagos a mais.
O TRF passou a aplicar o entendimento do Supremo de que, para ações ajuizadas até 9 de junho de 2005, o prazo é de dez anos. Depois dessa data, valem os cinco anos previstos na Lei Complementar (LC) nº 118, editada em 2005.
A 7ª Turma do TRF analisou, na semana passada, dois processos de exportadoras de café que pediam a restituição de valores pagos da cota de contribuição do café, considerada inconstitucional pelo Supremo. Mas a União argumentou, com base na LC 118, que o pedido só poderia retroagir por cinco anos. Os processos ficaram parados no TRF por mais de três anos, aguardando a conclusão do Supremo.
O advogado Marco André Dunley Gomes, que atuou nas causas, diz que a maioria dos tribunais do país ainda não está julgando a matéria, optando por aguardar a publicação da decisão do STF. "A demora é prejudicial para todo mundo, tanto para os contribuintes como para os juízes, que ficam com os processos presos", diz
Em agosto, o STF definiu que a Lei Complementar 118 não pode ser aplicada de forma retroativa. A norma reduziu de dez para cinco anos o prazo para entrar com ações pedindo a restituição de tributos. A lei pretendia atingir inclusive ações já em andamento, mas o STF considerou essa previsão inconstitucional. O processo envolvia um contribuinte do Rio Grande do Sul que pedia a atualização de um valor de INSS.
O alcance da decisão do STF, no entanto, vinha gerando dúvidas entre advogados. Quando foi levado a julgamento em agosto, o recurso do contribuinte gaúcho não corria pelo sistema da repercussão geral - que suspende a tramitação de todos os processos sobre a mesma matéria no país inteiro, para aguardar o posicionamento do STF, que depois servirá de orientação. Como o recurso não era considerado paradigma, haveria a possibilidade de que o entendimento só se aplicasse ao caso concreto do contribuinte gaúcho. Enquanto isso, a repercussão geral havia sido aplicada a um outro recurso.
Advogados temiam, inclusive, que pudesse haver um novo julgamento sobre a mesma matéria, dentro de uma nova composição do Supremo. Mas a Corte resolveu a situação. Com o entendimento de que a repercussão geral se aplica à tese, e não ao caso, os ministros decidiram usar o mecanismo "a posteriori", ao julgamento de agosto. Fizeram uma substituição do processo paradigma.
Isso possibilitou que o ministro Marco Aurélio julgasse, monocraticamente, um segundo recurso sobre a LC 118, com o mesmo entendimento. Foi justamente o caso que antes era considerado o "leading case", pois tramitava com repercussão geral. O ministro menciona na decisão que, embora tenha ficado vencido na ocasião, o julgamento de agosto "substituiu" o processo analisado "como paradigma de repercussão geral". "Como já foi publicada, a decisão do ministro Marco Aurélio serviu de base para que o TRF seguisse a orientação do Supremo", diz Marco André Dunley Gomes.

Por Maíra Magro | De Brasília


Fonte: Valor Econômico

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Inscrições para o Seminário de Operações de Comércio Exterior estão abertas

A sétima edição 2011 do Seminário de Operações de Comércio Exterior será realizada nos dias 3 e 4 de outubro no auditório da Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (APEX-Brasil), em Brasília. Pela primeira vez o seminário será realizado em dois dias. Os participantes poderão, também, contar com atendimento específico dos técnicos do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC) para sanar dúvidas ligadas aos temas da pasta. 

Os temas das palestras serão Cotas - Informações Gerais; Licenças de Importação - Sistemática para aprovação de Licenças de Importação de máquinas e equipamentos novos e usados; Drawback Integrado nas Modalidades Suspensão e Isenção; e Novoex - Siscomex Exportação Web - Módulo Comercial.

Promovidos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) em parceria com a APEX-Brasil os seminários são gratuitos e abertos a todos os interessados. 

Local: Auditório da APEX - SBN, Quadra 02, Lote 11, Edifício APEX, Brasília-DF Horário: 9h às 12h - 14h às 16h00 E-mail para inscrições: seminario.com.ext@mdic.gov.br 


Fonte: MDIC 

IMPORTADORES TENTAM NEGOCIAR IPI DE CARROS

De um lado, importadores reivindicam que veículos que já receberam licença para entrar no país sejam liberados da tributação adicional. De outro, empresas com projetos de construção de fábricas pedem um regime diferenciado. Além disso, o governo do Uruguai também entrou na discussão porque os três fabricantes instalados naquele país ficaram de fora da exceção para o Mercosul e estão agora impedidos de vender para o Brasil.
Cada uma das 27 maiores importadoras enviou ontem ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, a relação dos veículos com licenças de importação já emitidas. A Abeiva, associação que representa o setor, não divulgou volumes. Segundo fontes do governo, desde maio, 954 mil pedidos foram deferidos e outros 365 mil estavam em análise. Essas empresas vendem pouco mais de 10 mil unidades por mês. Mas o maior dilema do governo é como atender às empresas com planos de construir fábricas. A exigência de conteúdo local de 65% inviabiliza a instalação de novas linhas. A equipe econômica acredita na seriedade de grandes projetos, como o da coreana Hyundai, com fábrica já praticamente erguida em Piracicaba (SP). Mas criar um regime especial para qualquer empresa que prometer investir no país pode levar à repetição de um erro do regime automotivo da década de 90, quando o governo permitiu que a coreana Asia Motors importasse com isenção de impostos. A fábrica prometida não foi construída e a dívida, que chega a R$ 1,7 bilhão, está em fase de execução na Justiça. 

Fonte: Global 21 

Pesquisa mostra que país tem uma das maiores cargas tributárias sobre lucro

Segundo o levantamento, o Brasil tem a terceira maior cobrança sobre o lucro contábil, com carga de 32,5%, perdendo somente para o Japão e os Estados Unidos. O país asiático tem carga de 42,1% e os EUA, 34,2%. 
A ideia da pesquisa foi comparar a carga tributária utilizando não apenas as alíquotas nominais de impostos, mas seu impacto efetivo sobre os ganhos. Para isso calculou-se em cada país o cálculo sobre lucro numa companhia hipotética com 1.050 empregados e US$ 20 milhões em lucro contábil antes dos impostos. A análise levou em consideração a tributação sobre lucro, incluindo taxas e cobranças de todas as esferas de governo. Considerou-se que a indústria não tem operações fora de seu país e não foram levados em conta impacto de ganhos ou perdas cambiais ou mesmo de valores cobrados no comércio intracompanhia. 

Fonte: Global 21 

Consulta à Receita será vinculante


A Receita Federal publicará em outubro duas novas medidas com o objetivo de oferecer maior segurança jurídica aos contribuintes, em especial às empresas que realizam operações com coligadas no exterior. Uma das novidades é a criação de uma espécie de súmula vinculante administrativa. O que significa dizer que quando uma empresa consultar a Receita para esclarecer dúvida sobre a aplicação de alguma norma, a resposta orientará os fiscais e empresas de todo o país. Hoje, as soluções de consulta, como são chamadas, valem apenas para determinada região fiscal e só para a companhia que buscou a avaliação do Fisco.
Além disso, uma medida provisória será editada para estipular novas margens de lucro para o cálculo do Imposto de Renda (IR) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) nas operações de empresas brasileiras com coligadas no exterior. A norma vai alterar a Lei nº 9.430, de 1996, que regula o preço de transferência - cujo objetivo é impedir que empresas nacionais reduzam os valores de importados de coligadas no exterior para pagar menos IR e CSLL. A nova MP instituirá margens de lucro indicadas por entidades setoriais.
As informações foram anunciadas pelo secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, durante o XI Congresso Internacional de Direito Tributário de Pernambuco, finalizado na sexta. Sobre a solução de consulta vinculante, o secretário afirmou que será emitida pela Secretaria da Receita Federal em Brasília e publicada na íntegra, mas de forma que não permita a quebra do sigilo fiscal do contribuinte. "Quando isso ocorrer, será publicado um parecer normativo com o mesmo efeito da solução de consulta", disse. Atualmente, só é publicado um resumo da solução de consulta.
Para o jurista e tributarista Paulo de Barros Carvalho, a solução de consulta vinculante é fundamental para o equilíbrio entre Fisco e contribuinte. "Hoje, o contribuinte faz a consulta e, às vezes, não vem resposta. Outras vezes demora mais de um ano para receber a solução", disse. Segundo o jurista, ele pediu ao secretário que fosse fixado um prazo para a Receita dar uma resposta com amplitude nacional, ou prevaleceria o entendimento do contribuinte. "Infelizmente, esse adendo não foi acolhido", afirmou. A especificidade do negócio de cada empresa será uma das dificuldades enfrentadas pelo Fisco para emitir uma solução de consulta vinculante. Para Carvalho, a equipe da Receita que vai formular tais respostas terá que saber como reconhecer essas peculiaridades.
Já a norma sobre preço de transferência será alterada para tentar diminuir o volume de litígios sobre o tema entre Fisco e contribuintes. "Vamos rever essa legislação para instituir maior segurança jurídica", afirmou o secretário da Receita. Conforme informou ao Valor, entidades representantes de cada setor estão sendo ouvidas para ser feita a revisão das margens de lucro usadas para o cálculo dos tributos. "Essas novas margens constarão da própria lei, mas o contribuinte que não concordar poderá apresentar um novo percentual, comprovado por estudo, para aprovação da Fazenda."
A presidente do Instituto Pernambucano de Estudos Tributários (Ipet), Mary Elbe Queiroz, lembra que, em 2009, a Medida Provisória nº 478 tentou alterar o cálculo do preço de transferência, mas não foi convertida em lei a tempo. A MP havia sido aprovada às vésperas do fim do ano, entre disposições sobre outros temas. Dessa vez, com a prévia discussão com as entidades setoriais espera-se uma norma mais condizente com a realidade das empresas. "Isso marca uma nova era do relacionamento entre Fisco e contribuinte", comentou o professor e tributarista Heleno Taveira Torres, que foi homenageado no congresso. Ele também afirmou que a Receita Federal abrirá uma oportunidade para as empresas pagarem os tributos de acordo com um segundo método de cálculo de preço de transferência, caso o primeiro seja desconsiderado pelo Fisco, evitando assim autuações e litígios.(A repórter viajou a convite do Instituto Pernambucano de Estudos Tributários - Ipet)
Por Laura Ignácio 

Fonte: Valor Econômico

O comércio marítimo internacional


Estimativas das mais diversas apontam que cerca de 95% do comércio internacional são transportados em navios e a maioria desses navios opera no regime de bandeiras de conveniência.
O termo bandeira de conveniência descreve uma prática de negócios no mercado da navegação internacional que consiste na inscrição de um navio mercante em um Estado soberano diferente do Estado dos reais proprietários ou operadores do navio. Esse país cobra impostos e taxas mínimos, por vezes nulos, e não tem desejo, nem a capacidade física ou financeira, de aplicar sua legislação interna ou a internacional, pertinente a registros de navios, para que um armador arvore sua bandeira. Na maioria das vezes, não mantém vínculos de qualquer natureza com estes armadores, senão o objetivo de ganhos financeiros imediatos.
Não existe um regime global que regule ou até desregule o registro de navios em determinados países, que obrigue ou desobrigue o registro nos países de que são cidadãos os proprietários dessas embarcações, instalando-se aí um verdadeiro "salve-se quem puder", valendo qualquer regra para a manutenção barata de um navio.
Fazendo uma analogia ao caso concreto, podemos comparar com o tempo em que no Brasil era fato corriqueiro o emplacamento de carros em Curitiba, pois lá o IPVA era bem menor. Isso mudou, depois da reação estadual de São Paulo.
A elaboração de uma política marítima é fundamental para um país como o Brasil
Este é o cerne do problema. Se países como Bolívia e Mongólia, que nem costa possuem, são hoje países de "registro aberto" - esse é o nome que se dá a esses países, onde a legislação é, digamos, mais frouxa -, quem regula as condições de trabalho em alto mar dessas tripulações? Não esquecendo que esses salários aviltantes causam também o chamado dumping social. Quem verifica os cascos e condições de navegabilidade desses navios? Quem dá a devida atenção ao fato de o Brasil deixar de arrecadar impostos ao não ter uma marinha mercante forte, deixando de criar um mercado de trabalho?
Esses países oferecem subsídios e isenções de impostos e taxas aos proprietários dos navios, criando uma competição desleal no mercado global, dando uma imensa vantagem competitiva a esses proprietários. Para regrar esse comércio não regulado, trazendo igualdade de competição às marinhas mercantes de todos os participantes do comércio internacional, faz-se necessário um "poder maior", supranacional.
Com o advento da criação da Organização Mundial do Comércio (OMC), também sob o manto da ONU, surgiu um novo e poderoso instrumento para a eliminação de práticas desleais de comércio, mormente, com a promulgação, em 1995, do General Agreement of Tariffs in Services (Gats), sob a égide da OMC, que viria a tornar realidade uma maior transparência e progressiva liberalização do comércio internacional, em bases mais igualitárias.
Nada mais natural que defender a instituição criada para desfazer a "ordem natural" citada por Hobbes, no Leviatã, a "lei do mais forte": as Nações Unidas - e dentro dela a OMC e, dentro da OMC, o órgão criado para lidar com os assuntos da navegação marítima internacional, o Gats, e, dentro do Gats, o Grupo de Trabalho de Serviços Marítimos.
Infelizmente, até o momento, a Rodada Uruguai, que culminou com a criação da OMC, não obteve ainda o sucesso esperado, ao menos no quesito de incluir e fazer valer os serviços marítimos sob as normas da OMC - e sob a égide do Gats. Hoje, a Rodada Doha tem timidamente o assunto em seu escopo de discussões, mas, aparentemente, esse assunto não tem encontrado países que patrocinem essa ideia com o devido entusiasmo, nem mesmo o Brasil.
Sustenta-se que todos os países possam usar uma legislação equânime para que haja não somente igualdade entre os contratantes, mas que, acima de tudo, haja respeito aos direitos humanos dos trabalhadores marítimos, segurança marítima e melhor proteção ao meio ambiente.
A omissão do Estado brasileiro e dos seus pares - membros da OMC e principais prejudicados pela injusta competição internacional, causada pelas bandeiras de "(in)conveniência", que lançam mão de práticas desleais, e por vezes ilegais - impede o surgimento de uma marinha mercante e de uma indústria naval brasileira e, até mesmo, a criação de um poder marítimo digno da grandeza e das necessidades do Brasil.
Trata-se de tema importante para os interesses estratégicos de longo prazo do Estado brasileiro. A elaboração de uma política marítima de estado é fundamental para um país que tem uma das maiores costas e malhas hidroviárias do mundo e, tradicionalmente, estruturado desde o seu descobrimento, de "costas para o oceano".
Estranho e revelador o fato de, até hoje, o Brasil não contar com uma guarda costeira, por exemplo, não explorar os benefícios de um cluster marítimo (no qual poderiam ser fabricados navios e embarcações), não ter mantido uma marinha mercante (hoje inexistente), não desenvolver as hidrovias (60 % da matriz de transportes é rodoviária), não desenvolver a navegação de cabotagem e não fortalecer a indústria naval, a fim de se tornar uma referência mundial em produtividade e competitividade marítima e portuária.

Por Marcelino André Stein
Marcelino André Stein é mestre em direito das relações econômicas internacionais pela PUC-SP, advogado e sócio do escritório Duarte Garcia, Caselli Guimarães e Terra Advogados
Este artigo reflete as opiniões do autor, e não do jornal Valor Econômico. O jornal não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso dessas informações.

Fonte: Valor Econômico

NOVAS LIMINARES ADIAM IPI DE CARRO IMPORTADO


Mais duas importadoras conseguiram na Justiça adiar por 90 dias o pagamento das novas alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A Justiça Federal concedeu liminares a importadoras de Ribeirão Preto (SP) e Vitória (ES) no final de semana. O governo tentará derrubar as decisões nesta semana, mas terá trabalho para conter a proliferação de novas decisões semelhantes por todo o País, conforme noticiado pelo Jornal o Estado de S.Paulo.

Fonte: O Estado de S.Paulo

REINTEGRA COMEÇA A VALER EM OUTUBRO


O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, disse nesta segunda-feira (26) que o Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra), sistema de devolução de 3% do valor de produtos industrializados exportados, previsto no Plano Brasil Maior, lançado pelo governo em agosto, deverá entrar em vigor no início de outubro.
"O decreto [sobre o Reintegra] está pronto, precisamos publicá-lo. Acho que [isso vai ocorrer] no começo de outubro", afirmou o ministro ao responder à pergunta de um empresário que participou de almoço com palestra na Câmara de Comércio Árabe Brasileira, em São Paulo. "Não haverá alíquotas diferenciadas, será 3% para todos os setores contemplados", acrescentou.
Ainda na seara tributária, ao responder questão sobre o excesso de burocracia e de impostos no Brasil, ele disse que até hoje o governo conseguiu encontrar saídas para minimizar o problema sem ter que enfrentar o problema diretamente, ou seja, fazendo uma reforma tributária.
Como exemplo, ele citou o Simples Nacional, sistema tributário simplificado para micro e pequenas empresas. "O governo, aos poucos, vem enfrentando [essa questão]", declarou o ministro.
Ele acredita que, no futuro, o sistema tributário vai evoluir para um regime de "três ou quatro grandes impostos": um imposto sobre valor agregado (IVA), aplicado ao comércio de mercadorias e serviços; outro sobre a propriedade, como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e o Imposto sobre Veículos Automotores (IPVA); um sobre o faturamento das empresas, para financiar a Previdência Social; e um último sobre operações financeiras.
O ministro acrescentou que negociar uma reforma tributária no País é algo complexo por causa da autonomia dos estados e municípios, ou seja, é difícil conciliar os interesses das diferentes unidades da federação. Ele espera que, no caso da guerra fiscal entre os estados, na qual alguns governos estaduais oferecem incentivos no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para atrair empresas, seja possível chegar a um acordo sobre as alíquotas interestaduais, minimizando o impacto de isenções locais.
Ele ainda falou sobre o aumento de 30 pontos percentuais nas alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos importados, exceto do Mercosul e México. A medida, anunciada na semana retrasada, atinge principalmente marcas asiáticas que não têm fábricas no Brasil.
Pimentel ressaltou que trata-se de uma medida "emergencial" com prazo determinado até dezembro de 2012. "É uma penalização para empresas que só importam e não produzem aqui, e um incentivo para quem quer produzir", afirmou, acrescentando que o Brasil é o quarto maior produtor e o quinto maior mercado de carros do mundo. A decisão, no entanto, foi qualificada de protecionista por importadores e montadoras estrangeiras sem fábrica no País, e até passível de questionamento na Organização Mundial do Comércio (OMC), segundo analistas.
Iraque
Ao responder à pergunta de outro empresário, o ministro ainda falou sobre as relações do Brasil com o Iraque. Segundo ele, o País "tem um papel a cumprir" no processo de recuperação da nação árabe. "Não temos porque ficar ausentes", afirmou.
Em outubro será realizada a primeira reunião da Comissão Mista Bilateral Brasil-Iraque em 20 anos. O Brasil terá também um novo embaixador em Bagdá, Anuar Nahes, atual embaixador em Doha, no Catar. Ele pretende reabrir definitivamente a representação diplomática brasileira na capital do país árabe.

Fonte: Agência Anba

PLENÁRIO PODE VOTAR BENEFÍCIOS À INDÚSTRIA PARA AUMENTAR EXPORTAÇÕES


O Plenário pode votar hoje as medidas provisórias do Plano Brasil Maior. Elas concedem incentivos fiscais à indústria nacional para ajudar as empresas exportadoras a conquistar mercados diante da crise econômica internacional. A pauta está trancada por três MPs e um projeto de lei.
A Medida Provisória 540/11, que faz parte do plano do governo de expansão industrial, concede vários benefícios fiscais, como restituição de tributos para a indústria exportadora, permissão para aproveitamento de créditos conseguidos com a compra de bens de capital, e desoneração da folha de pagamentos para alguns setores.
O relator da MP, deputado Renato Molling (PP-RS), está negociando mudanças no texto, como a diminuição da alíquota de 1,5% incidente sobre o faturamento, que substituirá a contribuição paga com base na folha. O parlamentar tem ouvido os segmentos beneficiados (calçadista, confecções, moveleiro e de software).
Segundo o governo, a estimativa de renúncia fiscal com a MP é de cerca de R$ 2,4 bilhões em 2011 e de R$ 15,3 bilhões em 2012. Parte da compensação de receita virá da arrecadação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre empréstimos (Decreto 7.458/11) e do aumento de tributos para cigarros, previsto na própria MP.
Fundo para exportação
A segunda MP integrante do plano Brasil Maior é a 541/11, que cria o Fundo de Financiamento à Exportação (FFEX), modifica regras de financiamento a produtos e técnicas inovadoras e inclui o Inmetro em processos de importação.
O fundo deverá atender às micro, pequenas e médias empresas exportadoras, principalmente as que usam tecnologia, e se somará ao Programa de Financiamento às Exportações (Proex).
Um aporte inicial de até R$ 1 bilhão será feito para o fundo, que terá regras mais ágeis para facilitar o processo de exportação de empresas de menor porte.
Derivativos
Entretanto, a primeira MP que tranca os trabalhos é a 539/11. Ela institui a cobrança de IOF sobre operações de contratos de derivativos vinculados à taxa de câmbio do dólar. O Decreto 7.536/11 estipulou o imposto em 1%, mas a MP permite seu aumento até 25%. O relator, deputado Reinhold Stephanes (PMDB-PR), ainda não finalizou seu parecer.
A pedido da BM&FBovespa e da Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos (Cetip), o governo adiou o início do recolhimento do tributo para 5 de outubro, a fim de viabilizar a operacionalização da cobrança. Essas empresas serão responsáveis por centralizar o registro dos contratos de derivativos e recolher os valores devidos pelos titulares.
O objetivo do governo é conter a especulação com os derivativos que apostam na queda futura do dólar perante o real. Os contratos de derivativos se baseiam na variação futura do preço de um determinado bem ou taxa (no caso, o dólar), sem implicar a sua entrega efetiva.
Micro e pequenas empresas
Ainda a favor das micro e pequenas empresas, está na pauta o Projeto de Lei 865/11, do Executivo, que cria a Secretaria da Micro e Pequena Empresa, com status de ministério. O novo órgão será vinculado à Presidência da República e responderá pela formulação de políticas voltadas a essas companhias.
A proposta tramita com urgência constitucional e também tranca os trabalhos.

Fonte: Agência da Câmara

COMISSÃO DEBATE TRIBUTAÇÃO UNIFICADA PARA IMPORTAÇÃO DO PARAGUAI


A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio realiza hoje audiência pública com o auditor fiscal da Receita Federal Luis Felipe Reche sobre o Regime de Tributação Unificada (RTU) para importação de mercadorias do Paraguai por via terrestre, em vigor há três anos.
Instituído pela Lei 11.898/09, o RTU tem alíquota de 42,25% e, segundo o governo, não representa redução da arrecadação. A lei, aprovada em 2008 pela Câmara, apenas simplificou a cobrança dos impostos e das contribuições federais incidentes sobre a importação, que passou a ser feita uma única vez.
A audiência foi solicitada pelo deputado Giacobo (PR-PR) para analisar os resultados da implantação do regime.
A reunião será realizada às 14h30, no Plenário 5.

Fonte: Agência da Câmara

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

DEPUTADOS PODEM VOTAR BENEFÍCIOS À INDÚSTRIA PARA IMPULSIONAR EXPORTAÇÕES

As medidas provisórias do plano Brasil Maior são o destaque do Plenário para a última semana de setembro. Elas concedem incentivos fiscais à indústria nacional para ajudar as empresas exportadoras a conquistar mercados diante da crise econômica internacional. A pauta está trancada por três MPs e um projeto de lei.
A Medida Provisória 540/11, que faz parte do plano do governo de expansão industrial, concede vários benefícios fiscais, como restituição de tributos para a indústria exportadora, permissão para aproveitamento de créditos conseguidos com a compra de bens de capital, e desoneração da folha de pagamentos para alguns setores.
O relator da MP, deputado Renato Molling (PP-RS), está negociando mudanças no texto, como a diminuição da alíquota de 1,5% incidente sobre o faturamento, que substituirá a contribuição paga com base na folha. O parlamentar tem ouvido os segmentos beneficiados (calçadista, confecções, moveleiro e de software).
Segundo o governo, a estimativa de renúncia fiscal com a MP é de cerca de R$ 2,4 bilhões em 2011 e de R$ 15,3 bilhões em 2012. Parte da compensação de receita virá da arrecadação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre empréstimos (Decreto 7.458/11) e do aumento de tributos para cigarros, previsto na própria MP.
Fundo para exportação
A segunda MP integrante do plano Brasil Maior é a 541/11, que cria o Fundo de Financiamento à Exportação (FFEX), modifica regras de financiamento a produtos e técnicas inovadoras e inclui o Inmetro em processos de importação.
O fundo deverá atender às micro, pequenas e médias empresas exportadoras, principalmente as que usam tecnologia, e se somará ao Programa de Financiamento às Exportações (Proex).
Um aporte inicial de até R$ 1 bilhão será feito para o fundo, que terá regras mais ágeis para facilitar o processo de exportação de empresas de menor porte.
Derivativos
Entretanto, a primeira MP que tranca os trabalhos é a 539/11. Ela institui a cobrança de IOF sobre operações de contratos de derivativos vinculados à taxa de câmbio do dólar. O Decreto 7.536/11 estipulou o imposto em 1%, mas a MP permite seu aumento até 25%.
A pedido da BM&FBovespa e da Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos (Cetip), o governo adiou o início do recolhimento do tributo para 5 de outubro, a fim de viabilizar a operacionalização da cobrança. Essas empresas serão responsáveis por centralizar o registro dos contratos de derivativos e recolher os valores devidos pelos titulares.
O objetivo do governo é conter a especulação com os derivativos que apostam na queda futura do dólar perante o real. Os contratos de derivativos se baseiam na variação futura do preço de um determinado bem ou taxa (no caso, o dólar), sem implicar a sua entrega efetiva.
Micro e pequenas empresas
Ainda a favor das micro e pequenas empresas, está na pauta o Projeto de Lei 865/11, do Executivo, que cria a Secretaria da Micro e Pequena Empresa, com status de ministério. O novo órgão será vinculado à Presidência da República e responderá pela formulação de políticas voltadas a essas empresas.
A proposta tramita com urgência constitucional e também tranca os trabalhos.


Fonte: Agência da Câmara

Cai liminar para análise de créditos em 120 dias

A Justiça tem sido a opção de muitos contribuintes que têm esperado anos pela resposta de pedidos de restituição de impostos, compensação de créditos tributários ou revisão de débitos na Receita Federal. Em alguns casos, o tempo de espera é superior a dez anos. A demora nas análises levou o Ministério Público Federal a ajuizar uma ação civil pública para que a Receita em São Paulo finalizasse em até 120 dias procedimentos protocolados há mais de 360 dias até 27 de junho, data da ação. São quase dois milhões de pedidos, que somam R$ 76,8 bilhões.
A liminar concedida em julho pela 1ª Vara da Justiça Federal em Marília (SP) foi suspensa em dois recursos pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região (São Paulo e Mato Grosso do Sul). Ainda cabe recurso da decisão. Na análise da suspensão de segurança - recurso utilizado para evitar danos aos interesses públicos -, o presidente do TRF, desembargador Roberto Haddad, entendeu que a determinação poderia "resultar em lesão à ordem pública na medida em que impõe a solução de questões que envolvem valores altamente expressivos". A desembargadora Salete Nascimento teve o mesmo entendimento no julgamento de um agravo de instrumento.
Nos recursos, a Procuradoria Regional da Fazenda Nacional (PRFN) argumentou que o cumprimento do prazo poderia implicar na desestruturação da Receita Federal e trazer prejuízos aos interesses dos próprios contribuintes. "Prejudicaria o bom pagador porque todos os pedidos teriam que ser vistos de uma só vez. A Receita está sendo criteriosa", afirma a procuradora-chefe da Divisão de Acompanhamento Especial da PRFN na 3ª Região, Estefânia Albertini de Queiroz.
A Lei nº 11.457, de 2007, determina que a decisão administrativa seja proferida em até 360 dias da data do protocolo de petições, defesas ou recursos administrativos. Entretanto, alguns contribuintes têm esperado mais de dez anos pela resposta. Foi o caso, por exemplo, de uma construtora. Após 11 anos do pedido de restituição, duas liminares e uma sentença judicial, ela conseguiu receber, na semana passada, os R$ 5 milhões em restituição do Imposto de Renda. "A demora é frequente. Este ano, ajuizamos uma liminar por mês para conseguirmos ter respostas rápidas", diz o advogado da empresa, Luiz Rogério Sawaya, do Nunes & Sawaya Advogados. Depois de dez anos de espera, uma empresa do setor de petróleo e gás decidiu entrar com mandado de segurança para ter a resposta do pedido de restituição de R$ 30 milhões referente ao pagamento do PIS previsto em dois decretos de 1988, que foram declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal.
Segundo Luiz Gustavo Bichara, do Bichara, Barata, Costa & Rocha Advogados, os exportadores são um dos grupos mais afetados porque não conseguem compensar os créditos tributários em outras operações. "O problema está muito mais grave nos últimos tempos porque estamos em um período de maturidade da não cumulatividade do PIS e Cofins e o Fisco deve compensar", afirma.
De acordo com o superintendente adjunto da Receita Federal em São Paulo, Fabio Ejchel, os atrasos não afetam o contribuinte porque 80% dos pedidos são objeto de compensação, que podem ser feitas e depois declaradas ao Fisco. "Em toda a história da Receita Federal, nunca o assunto foi tão bem conduzido", diz.

Por Bárbara Pombo | De São Paulo.

Fonte: Valor Econômico