segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Brasil cortou proteção de 2 mil itens em 2010

SÃO PAULO - A Câmara de Comércio Exterior (Camex), do Ministério do Desenvolvimento, tomou 19 decisões que mexeram com as taxas de importação de milhares de produtos em 2010. O objetivo foi suprir deficiência de oferta ou  aumentar a competitividade no mercado interno.

No ano passado, 2.168 itens foram acrescentados ou tiveram sua renovação permitida no regime de Ex-Tarifários. Esse mecanismo é um estímulo aos investimentos produtivos no Brasil, que reduz custos de compra  no exterior de bens de capital e informática, desde que não haja produção nacional. O regime consiste na redução temporária para 2% do imposto desses bens. 


Além disso, outros 39 produtos foram incluídos na Lista Brasileira de Exceção à Tarifa Externa Comum (TEC)— forma de elevar temporariamente a alíquota do Imposto de Importação de produtos em falta na produção interna, seja por quantidade ou por períodos específicos. No ano passado, somente sete produtos entraram na lista antidumping.

Entre os principais setores que foram beneficiados com o regime de Ex-Tarifários estão: petroquímico, autopeças, gráfico, metalúrgico e elétrico. 

Segundo Helder Chaves, secretário executivo da Câmara de Comércio Exterior, o objetivo das medidas foi elevar os níveis de competitividade das indústrias brasileiras que perdem espaço para os concorrentes estrangeiros. “No caso das TECs para o setor de fundição, muitas empresas chegam a operar com apenas 40% da capacidade instalada”, afirma Chaves.

Com relação aos descontos dos Ex-Tarifários, Chaves afirmou que “esses equipamentos adquiridos com o benefício tarifário serão incorporados a unidades produtivas, para ampliação das fábricas brasileiras”.



Fonte: (DCI) 24/01/11 - 19:15 > POLÍTICA ECONÔMICA

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Movimento no Porto de Santos cresce 15,4% em 2010

Movimentação de cargas totalizou 96 milhões de toneladas. Importações cresceram 33,5%; exportações aumentaram 8,1%.


Agencia Estado - Agencia Estado
25/01/2011 18h50

A movimentação de cargas no Porto de Santos aumentou 15,4% no ano passado em relação ao ano anterior e totalizou 96 milhões de toneladas, de acordo com números divulgados hoje pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). Em 2009, o porto havia movimentado 83,1 milhões de toneladas e em 2008, 81 milhões de toneladas.

No ano passado, as importações somaram 31,8 milhões de toneladas, um crescimento de 33,5% sobre os 23,8 milhões de toneladas movimentados em 2009. Já as exportações aumentaram 8,1% em 2010 e totalizaram 64,1 milhões de toneladas. A expectativa da Codesp é atingir 101 milhões de toneladas em 2011, o que significaria um incremento de 5,2% em relação ao realizado em 2010. Os destaques são as projeções de crescimento das movimentações de minério (39,6%), carvão (13,9%), cargas em contêineres (8,9%) e soja (7,3%).

No ano passado, o aumento na movimentação foi impulsionado, principalmente, pelo desempenho dos granéis sólidos e de carga geral conteinerizada. Entre os granéis sólidos de exportação destacam-se o açúcar, que atingiu crescimento de 14,8%, totalizando 19,4 milhões de toneladas; e o milho, com 5,5 milhões de toneladas, incremento de 56,6%.

A movimentação de veículos totalizou 345.411 unidades, das quais 95.709 foram desembarcadas e 249.702 foram exportadas, representando um crescimento de 61,2% em comparação a 2009 (214.247 unidades). O número de navios atracados somou 5.748, um aumento de 0,3% em relação a 2009 (5.731 embarcações).
As cargas operadas pelo Porto de Santos somaram US$ 95,8 bilhões, refletindo incremento de 29,45% em relação a 2009. As importações tiveram destaque, com aumento de 37,6%, chegando a US$ 45,7 bilhões. Estados Unidos (17,9%), China (15,8%) e Alemanha (11%) foram as principais origens das importações. Nas exportações, o crescimento foi de 22,79%, chegando a US$ 50,1 bilhões, com destaque para Estados Unidos (9,7%), China (7,6%) e Argentina (7,6%).

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O DIA INTERNACIONAL DAS ADUANAS

Todos os anos, no dia 26 de janeiro, as Aduanas celebram o seu dia internacional. A data marca a sessão inaugural do Conselho de Cooperação Aduaneira (CCA), que teve lugar em Bruxelas, Bélgica, em 1953. Atualmente, o CCA possui 177 membros e desde 2004 passou a ser conhecido como Organização Mundial de Aduanas (OMA).

A OMA é a casa dos aduaneiros no mundo e tem estado de portas abertas para os demais profissionais que atuam no setor, tais como: despachantes, agentes marítimos e empresas privadas.
O ano de 2011 tem como tema "Conhecimento, um catalisador para a excelência aduaneira" e é direcionado de forma ampla ao conhecimento aduaneiro, suas fontes, variedades e limites. O tópico norteará os debates e concursos em diversas administrações ao longo do ano. Em 2010 o tema foi voltado para as parcerias entre a Aduana e o setor privado.

O conhecimento como ferramenta de transformação é um tópico apropriado aos desafios inerentes à categoria. Dentre estes pode-se citar a busca do equilíbrio entre facilitação e segurança, a implementação da janela única, a formação de redes internacionais para o intercâmbio de informações entre Aduanas e setor privado, o gerenciamento coordenado de fronteiras e a constante aplicação da análise de risco.
A celebração é um reconhecimento ao importante trabalho realizado pelo profissional aduaneiro que exerce suas atividades, em especial, nos portos, aeroportos e pontos de fronteira. Aplica conhecimentos específicos na execução de sua missão que tem por finalidade, dentre outras, a proteção da sociedade, a arrecadação tributária e a segurança nacional.

As experiências e competências de um aduaneiro estão relacionadas à circulação de mercadorias entre países e, portanto, ao comércio internacional. A profissão abrange conhecimentos de direito tributário, direito internacional, logística, tecnologia da informação e de diversas outras áreas. Em razão da crescente importância do comércio internacional, o conhecimento das convenções, sistemas informatizados e formalidades aduaneiras tem recebido maior atenção dos organismos internacionais, em particular, da Organização Mundial do Comércio (OMC) e do Banco Mundial.

Durante as celebrações em função da data, as Aduanas costumam realizar atividades educativas e exposições abertas ao público em geral. As atividades e exposições incluem procedimentos para a identificação de produtos falsificados, exemplos de plantas e animais que os contrabandistas buscam comercializar ilegalmente, demonstrações de cães farejadores, exposições de equipamentos de inspeção não intrusivos, abertura de portos para a visita de estudantes e palestras sobre temas relacionados ao comércio internacional. No plano interno, são realizadas premiações e entregas de certificados para aduaneiros que se destacaram em seus trabalhos.

A Aduana brasileira tem se esforçado para corresponder aos desafios inerentes às perspectivas de potência mundial do século 21. Logo, a data deve ser celebrada mediante a ampla valorização da busca por conhecimento por parte do seu corpo profissional. Parabéns, aduaneiros, e que a busca pelo conhecimento em 2011 possa ajudar a transformar o nosso Brasil!

Autor: LEONARDO CORREIA LIMA MACEDO
Auditor-Fiscal, Oficial Técnico da Organização Mundial de Aduanas (OMA), facilitador da Organização Mundial de Comércio (OMC) e autor do livro: Direito Tributário no Comércio Internacional.

(Fonte: Aduaneiras) - Data da Notícia: 24/1/2011

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Novoex entra em funcionamento definitivo no dia 15 de março


20/01/2011
Novoex entra em funcionamento definitivo no dia 15 de março
A Portaria nº 4 da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), publicada nesta quinta-feira (20/1) no Diário Oficial da União, prorrogou o prazo para o funcionamento concomitante do Novo Módulo do Siscomex Exportação Web (Novoex) com o Siscomex para o dia 15 de março. O prazo anteriormente estipulado para o desligamento definitivo do antigo sistema era 31 de janeiro.
A portaria define ainda um novo cronograma para que as operações sejam feitas apenas no novo sistema em substituição ao antigo. A partir de hoje, os Registros de Exportação (REs) sujeitos a tratamento de cotas somente poderão ser feitos no Novoex, conforme já estava previsto anteriormente na Portaria Secex nº 2
No entanto, os REs referentes ao regime drawback somente deverão ser registrados no Novoex a partir do dia 1º de fevereiro e os REs vinculados aos Registros de Crédito (RCs) devem ser feitos apenas no Novoex a partir de 15 de março. A portaria Secex nº 2 previa como prazo final para estes registros o dia 20 de janeiro.  
Modernização
O Novoex pode ser acessado diretamente na internet, sem a necessidade de instalação de programas adicionais nos computadores dos usuários. Pelo sistema, os usuários podem gravar os REs e os RCs, estes últimos feitos para as exportações financiadas com recursos tanto privados como públicos.
Com novas funcionalidades, o Novoex possibilita o aproveitamento de informações de registros anteriores e ainda permite que os usuários possam fazer REs por lotes, o que facilita o trabalho dos operadores, além de reduzir o tempo das operações. O Novoex apresenta ainda interface mais interativa para os usuários, maior visibilidade do processo pelo exportador e pelo anuente, e permite a simulação prévia do RE.
Entre outras inovações do novo sistema podem ser destacadas a totalização online dos valores e quantidades informados pelo exportador com críticas para valores incompatíveis. No Novoex, serão efetuadas apenas as operações comerciais (RE e RC), sendo que todas as operações aduaneiras continuam a ser realizadas da mesma forma nos sistemas da Receita Federal.
Para solicitar informações e tirar dúvidas, envie mensagem para novoex@mdic.gov.br.
Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação Social do MDIC
(61) 2027-7190 e 2027-7198
André Diniz
andre.diniz@mdic.gov.br
Fonte: (MDIC)

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Faturamento industrial volta a crescer em novembro e sobe 10,4% no ano


No mês retrasado, faturamento da indústria avançou 1,9%, informa CNI.

Emprego e horas trabalhadas também cresceram em novembro de 2010.

Alexandro MartelloDo G1, em Brasília
Depois de recuar em outubro, o faturamento da indústria voltou a crescer em novembro do ano passado, na comparação com o mês anterior, quando avançou 1,9%, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (20) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). No acumulado dos onze primeiros meses de 2010, o faturamento industrial avançou fortemente (10,4%) na comparação com igual período de 2009, novo recorde histórico para este período.
"Após alguns meses de crescimento moderado, o ritmo da atividade industrial se intensificou em novembro", informou a entidade. De acordo com a CNI, o faturamento avançou, em novembro, em 18 dos 19 setores pesquisados. Desses, 13 setores registraram aceleração, sendo os de maior destaque: materia eletrônico e de comunicação, máquinas e materiais elétricos.
Mercado de trabalho aquecido
A CNI informou também que o mercado de trabalho na indústria segue "aquecido". O indicador de emprego avançou 0,4% em novembro e 5,4% nos onze primeiros meses do ano passado. "O indicador dessazonalizado de emprego da indústria voltou a crescer frente ao mês anterior [outubro], enquanto que a renda média real do trabalhador industrial, praticamente, manteve o forte ritmo de crescimento registrado em outubro", informou a entidade.
Horas trabalhadas na produção
No caso das horas trabalhadas na produção (indicador relacionado com a produção do setor), a CNI informou que houve uma expansão de 1,6% em novembro do ano passado, contra o mês anterior, e de 7,5% de janeiro a novembro de 2010. "Mesmo com esse movimento, o indicador de horas trabalhadas ainda permanece inferior ao registrado no período pré-crise (-1% frente ao índice de setembro de 2008).
Uso do parque industrial
O nível de uso do parque da indústria (conhecida como utilização da capacidade instalada) somou 82,6% em novembro do ano passado, informou a CNI, com aumento de 0,2 ponto percentual frente a outubro deste ano (82,4%). Este é o segundo crescimento consecutivo do indicador, após cinco meses de queda. "Mesmo com esse resultado, a utilização da capacidade instalada ainda está 0,7 ponto percentual abaixo do registrado antes da crise financeira (setembro de 2008)", acrescentou a entidade.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Novoex entra em funcionamento definitivo no dia 15 de março


20/01/2011

Novoex entra em funcionamento definitivo no dia 15 de março
A Portaria nº 4 da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), publicada nesta quinta-feira (20/1) no Diário Oficial da União, prorrogou o prazo para o funcionamento concomitante do Novo Módulo do Siscomex Exportação Web (Novoex) com o Siscomex para o dia 15 de março. O prazo anteriormente estipulado para o desligamento definitivo do antigo sistema era 31 de janeiro.
A portaria define ainda um novo cronograma para que as operações sejam feitas apenas no novo sistema em substituição ao antigo. A partir de hoje, os Registros de Exportação (REs) sujeitos a tratamento de cotas somente poderão ser feitos no Novoex, conforme já estava previsto anteriormente na Portaria Secex nº 2
No entanto, os REs referentes ao regime drawback somente deverão ser registrados no Novoex a partir do dia 1º de fevereiro e os REs vinculados aos Registros de Crédito (RCs) devem ser feitos apenas no Novoex a partir de 15 de março. A portaria Secex nº 2 previa como prazo final para estes registros o dia 20 de janeiro.  
Modernização
O Novoex pode ser acessado diretamente na internet, sem a necessidade de instalação de programas adicionais nos computadores dos usuários. Pelo sistema, os usuários podem gravar os REs e os RCs, estes últimos feitos para as exportações financiadas com recursos tanto privados como públicos.
Com novas funcionalidades, o Novoex possibilita o aproveitamento de informações de registros anteriores e ainda permite que os usuários possam fazer REs por lotes, o que facilita o trabalho dos operadores, além de reduzir o tempo das operações. O Novoex apresenta ainda interface mais interativa para os usuários, maior visibilidade do processo pelo exportador e pelo anuente, e permite a simulação prévia do RE.
Entre outras inovações do novo sistema podem ser destacadas a totalização online dos valores e quantidades informados pelo exportador com críticas para valores incompatíveis. No Novoex, serão efetuadas apenas as operações comerciais (RE e RC), sendo que todas as operações aduaneiras continuam a ser realizadas da mesma forma nos sistemas da Receita Federal.
Para solicitar informações e tirar dúvidas, envie mensagem para novoex@mdic.gov.br.
Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação Social do MDIC
(61) 2027-7190 e 2027-7198
André Diniz
andre.diniz@mdic.gov.br
Fonte: (MDIC)

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O Brasil e o comércio mundial


Autor(es): Aldo Fornazieri
O Estado de S. Paulo - 16/01/2011

Uma nação adquire condições de se constituir em potência e de ocupar espaços e funções de hegemonia na medida em que se habilita a exportar excedentes. Esses excedentes podem ser de diversas ordens, mas os principais são: militar, comercial, financeiro, político, diplomático, religioso, populacional, cultural, industrial e tecnológico. O excedente religioso já cumpriu um papel importante nos processos expansionistas, mas as duas formas preeminentes foram a militar e a comercial. Com o fim da 2.ª Guerra Mundial, com o equilíbrio nuclear (ex-União Soviética e Estados Unidos da América) e com a afirmação do Direito Internacional, o expansionismo militar ficou cada vez mais comprimido a partir da segunda metade do século 20. O fim da guerra fria e a interdependência econômica relativizaram ainda mais as possibilidades de uso e de êxito do expansionismo militar. Sua função subsidiária de outras formas de expansionismo, contudo, permanece muito relevante. E nada indica que no futuro não possa vir a ser novamente uma forma prioritária de expansionismo.
A forma por excelência de expansionismo que se foi firmando no século 20 e, particularmente, no pós-guerra fria foi a comercial. Essa estratégia já estava inscrita de maneira consciente no processo de fundação dos Estados Unidos como nação independente e foi ratificada de modo eficaz na transição do século 19 para o século 20, com a preparação de uma poderosa diplomacia comercial.
Definido este preâmbulo e tomando como recorte apenas os últimos 20 anos, quando se iniciou a abertura econômica e comercial brasileira, cabe perguntar: o Brasil tem uma estratégia de expansão comercial? A resposta, stricto sensu, é não. Em que pese a triplicação das exportações nos últimos oito anos, nem mesmo no governo Lula foram dados passos significativos para a constituição dessa estratégia.
Durante o governo Lula o Brasil, certamente, ganhou mais peso e relevância internacionais. Isso, contudo, se deveu mais à exportação de um ativismo político-diplomático e à diplomacia presidencial, o que foi muito importante, do que a uma coerente, objetiva e realista política comercial. Mas se fazer uso do protagonismo de um estadista carismático é um instrumento expansionista válido, a força e a grandeza de uma nação perante as outras precisam se fundar na evidência interna e externa de seu poderio. O fato é que, no que tange ao comércio, o Brasil tem pouco peso, estando sua participação global em torno de 1% apenas.
Outro fator que vem projetando relevância do Brasil no mundo é o dinamismo interno de sua economia e a adoção de políticas macroeconômicas prudentes. Mas, tendo em vista que a expansão da economia pelo dinamismo interno não é infinita - ela se define pelo processo de superação da pobreza e ampliação do consumo -, o País não pode negligenciar a ocupação de espaços externos de comércio e de multinacionalização de empresas - que é um fator que o dinamiza. Uma das regras da globalização mostra que os Estados e as economias que não se internacionalizam passam a sofrer impactos estratégicos negativos do sistema interdependente.
Em certo sentido é possível dizer que as exportações brasileiras cresceram, nos últimos anos, apesar da política externa, contaminada por um viés ideológico. O Brasil cresceu como exportador a partir daquilo que a natureza lhe dá como possibilidade imediata de potência: commodities, agricultura, agroindústria. A proporção de produtos exportados de alta, média e baixa intensidade tecnológica vem caindo, o que indica que o País não se está habilitando no que diz respeito à competitividade baseada no conhecimento e na tecnologia.
Em termos comparativos, a China vem se tornando um gigante exportador perfazendo um caminho diverso: adota uma crescente estratégia de inserção global desde o início da década de 1980, vem criando um sistema sino-cêntrico de comércio mundial e exporta produtos com valor agregado, mesmo que sejam intensivos em mão de obra barata. Nesses termos, sabendo que existe um grau de autonomia entre política comercial e política externa, pode-se estabelecer que, se um dos objetivos centrais do Brasil no mundo globalizado deve ser sua expansão comercial, a política externa deve estar a serviço desse objetivo, e não o contrário - a subordinação da política comercial à política externa.
A ausência de uma estratégia de expansão comercial pode ser percebida em outro lugar: a precária infraestrutura e os custos portuários e de logística. Não existem no País plataformas logísticas modernas de exportação. A própria legislação é, em vários casos, um entrave àsexportações. E apesar de o Brasil ter sido um dos mais ativos demandantes de investigações na Organização Mundial do Comércio (OMC), é possível dizer que não existe uma sólida política de defesa comercial.
O Brasil não patrocinou tratados de livre-comércio, bilaterais ou multilaterais, nos últimos 20 anos. O nosso vizinho Peru é um caso prolífico e bem-sucedido na aplicação de tratados de livre-comércio. Chama a atenção também a forma pouco prática como o nosso país vem tocando suas relações com a América do Sul e a América Latina. O Mercosul é um ente que se vem arrastando ao longo dos anos, com poucos avanços. Em relação à América do Sul, não há uma aposta efetiva e coordenada no sentido de integrar a região em termos comerciais, energéticos, infraestruturais, de investimentos, serviços e mercado de capitais. Já quanto à América Central e ao México, as relações vão pouco além da declaração de intenções. Com os Estados Unidos passamos à condição de deficitários. O México tem mais de 100 milhões de habitantes e o nosso comércio bilateral gira em torno de apenas US$ 5 bilhões. A América Latina tem mais de 500 milhões de habitantes, o que faz da região um mercado global considerável.
Enquanto a China está cada vez mais presente com objetivos claros nos países da região, não se vê o Brasil fazendo o mesmo.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Drawback incentiva o aumento das exportações brasileiras



Drawback incentiva o aumento das exportações brasileiras
Entre os instrumentos que fazem parte da política de incentivo às exportações, o Drawback  tem um papel importante no aumento das vendas externas brasileiras. Esta é uma das conclusões de um estudo divugado hoje pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), fundação pública vinculada à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. 
Os pesquisadores analisaram os números referentes aos diferentes programas de incentivo entre  2003 a 2007. Foram contabilizadas todas as empresas que, ao menos uma vez, fizeram uso de um dos instrumentos analisados (Proex, BNDES Exim e Drawback).  Das 17.903 empresas que exportaram no ano de 2007, 2.804 fizeram uso do programa Drawback, o que representa 15,7% das empresas exportadoras.
Entre as empresas usuárias do regime aduaneiro especial, a maioria está concentrada na indústria, com 2.435 empresas (86,8%), seguida pelos setores de serviços, com 295 empresas (10,5%), e agropecuário, com 74 empresas (2,6%). O estudo conclui que o instrumento mais abrangente é o Drawback,  que apoiou mais de 4 mil empresas nos últimos anos.
Um aspectos mais importantes a serem analisados, segundo o IPEA, é que em 2007, mais de 30% do valor total das exportações brasileiras foram  realizadas dentro do regime de Drawback (US$ 50 bilhões), sendo que uma empresa pode utilizar o regime apenas para uma parcela de suas exportações.  A porcentagem não se altera muito entre 2003 e 2007, o que sugere, de acordo com o estudo, que a utilização do Drawback contribui favoravelmente para a geração de saldo no comércio exterior.
Política de incentivo ás exportações
Atualmente, existem diversos instrumentos de incentivo às exportações.  Os principais são o Programa de Financiamento às Exportações (Proex), operacionalizado pelo Banco do Brasil;  a linha de financiamento BNDES Exim (do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e o Drawback, que é um regime aduaneiro especial (concede vantagens relacionadas aos impostos e taxas incidentes sobre matérias-primas adquiridas para produção de bens que sejam, mais tarde, exportados ou utilizados em venda equiparada a exportação).
Os pesquisadores do IPEA constataram que a utilização conjunta entre os outros mecanismos e o Drawback é bastante elevada. O texto destaca que cerca de 81% das firmas do programa Proex Equalização tiveram apoio do mecanismo de Drawback, 68% das empresas que utilizaram o BNDES Exim também fizeram uso do Drawback, e 48% das firmas que se beneficiaram do Proex Financiamento recorreram ao instrumento. Uma das causas da alta “utilização cruzada”, segundo os pesquisadores, seria o elevado número de usuários do regime aduaneiro especial.

Leia aqui o estudo completo.
Mais informações para a imprensa:Assessoria de Comunicação Social do MDIC
(61) 2027.7819 e 2027.7198
ascom@mdic.gov.br
Fonte: (MDIC) 16/12/2010

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O que a Receita ensina às empresas

Fonte: DCI – 11/01/2011

A verdadeira obsessão nacional pelos recordes e primazias encontra na atual sofisticação tecnológica das relações fisco-contribuinte um terreno fértil para se comemorar, mas também refletir. É que entramos na segunda década do Terceiro Milênio vivendo um paradoxo. De um lado, a gigantesca evolução na gestão tributária exercida sobre as empresas, em especial as pequenas e médias. De outro, a administração realizada por empreendedores brasileiros, boa parte estagnada por métodos adotados nos primórdios do século passado.

Em outras palavras, poucos gestores parecem ter percebido que o nosso país é protagonista do maior B2G (business-to-government) do planeta, representado por cerca de meio milhão de emissores de Notas Fiscais Eletrônicas e dois bilhões de operações mercantis já registradas dessa forma, abastecendo as autoridades tributárias com informação confiável e em tempo real. Tudo isso começou em 1991, com a chegada do programa de preenchimento do Imposto de Renda da Pessoa Física, cinco anos depois em ambiente Windows e, desde 1997, com transmissão via internet e sem a opção do formulário em papel a partir da próxima entrega, em abril deste ano.

Já entre as pessoas jurídicas, pode-se resumir décadas de evolução em siglas como Sintegra, Manad e Sped, habilmente orquestradas por um sistema de inteligência não por acaso batizado de Harpia, em alusão à mais poderosa ave de rapina do mundo, pródiga por sua velocidade e visão.

Voltando ao Brasil do presente, um contingente menor ainda de empresas compreende que todo esse universo, composto em geral por indústrias e atacadistas, mantém uma troca de informações, em formato também digital e padronizado, fruto da mesma base de dados daquilo que pode-se considerar o maior B2B (business-to-business) do mundo.

Em suma, o fisco brasileiro levou pouco mais de dez anos para pôr em prática todos os paradigmas do Novo Milênio: conhecimento, tecnologia e comportamento.

Ainda há muito trabalho a ser realizado nessa trajetória, e mesmo assim as autoridades fiscais hoje colhem os frutos de toda essa lavoura, expressos pelos sucessivos indicadores de eficiência na arrecadação. E o que dizer da outra ponta fundamental desse processo, as pequenas e médias empresas?

Ao contrário do fisco, que deu um salto de eficiência à altura da previsão de Peter Drucker sobre a prevalência do "I" sobre o "T" na escalada natural da Tecnologia da Informação (TI), a grande maioria delas limitou-se a substituir antigos processos manuais pelos informatizados. Embora agilizem a produtividade individual, poucos desses avanços correspondem em plenitude à "Revolução da Informação", igualmente preconizada pelo grande guru da gestão moderna.

Outra constatação intrigante: segundo o Relatório Symantec 2010 sobre Segurança da Informação nas Empresas, 49% das organizações latino-americanas foram alvo de algum tipo de ataque pela rede em 12 meses, e 48% das empresas brasileiras já perderam algum tipo de dado confidencial ou proprietário nos últimos meses em decorrência disso.

Imagine as proporções desse aspecto num contexto em que 100% dos documentos e livros fiscais em breve serão eletrônicos, com todas essas informações trafegando entre contribuintes e fisco, ficando depois armazenadas por pelo menos cinco anos.

Enfim, muito resta a ser feito para que as empresas entrem de fato no Terceiro Milênio, ainda que de forma tardia. Tecnologicamente obsoletas, elas precisam atuar na busca pelo conhecimento e no uso das novas tecnologias. Num cenário assim, cada minuto e centavo investido em capacitação deve ter aplicabilidade imediata, gerando valor ou reduzindo custos.

O grande mérito adicional desse ciclo virtuoso é ser a chave para a inclusão empreendedora de milhões de brasileiros, algo mais do que desejável e oportuno num país que, finalmente, parece ter se encontrado a verdadeira vocação de crescer de maneira sustentada e, consequentemente, duradoura.

O que a Receita ensina às empresas

Fonte: DCI – 11/01/2011

A verdadeira obsessão nacional pelos recordes e primazias encontra na atual sofisticação tecnológica das relações fisco-contribuinte um terreno fértil para se comemorar, mas também refletir. É que entramos na segunda década do Terceiro Milênio vivendo um paradoxo. De um lado, a gigantesca evolução na gestão tributária exercida sobre as empresas, em especial as pequenas e médias. De outro, a administração realizada por empreendedores brasileiros, boa parte estagnada por métodos adotados nos primórdios do século passado.

Em outras palavras, poucos gestores parecem ter percebido que o nosso país é protagonista do maior B2G (business-to-government) do planeta, representado por cerca de meio milhão de emissores de Notas Fiscais Eletrônicas e dois bilhões de operações mercantis já registradas dessa forma, abastecendo as autoridades tributárias com informação confiável e em tempo real. Tudo isso começou em 1991, com a chegada do programa de preenchimento do Imposto de Renda da Pessoa Física, cinco anos depois em ambiente Windows e, desde 1997, com transmissão via internet e sem a opção do formulário em papel a partir da próxima entrega, em abril deste ano.

Já entre as pessoas jurídicas, pode-se resumir décadas de evolução em siglas como Sintegra, Manad e Sped, habilmente orquestradas por um sistema de inteligência não por acaso batizado de Harpia, em alusão à mais poderosa ave de rapina do mundo, pródiga por sua velocidade e visão.

Voltando ao Brasil do presente, um contingente menor ainda de empresas compreende que todo esse universo, composto em geral por indústrias e atacadistas, mantém uma troca de informações, em formato também digital e padronizado, fruto da mesma base de dados daquilo que pode-se considerar o maior B2B (business-to-business) do mundo.

Em suma, o fisco brasileiro levou pouco mais de dez anos para pôr em prática todos os paradigmas do Novo Milênio: conhecimento, tecnologia e comportamento.

Ainda há muito trabalho a ser realizado nessa trajetória, e mesmo assim as autoridades fiscais hoje colhem os frutos de toda essa lavoura, expressos pelos sucessivos indicadores de eficiência na arrecadação. E o que dizer da outra ponta fundamental desse processo, as pequenas e médias empresas?

Ao contrário do fisco, que deu um salto de eficiência à altura da previsão de Peter Drucker sobre a prevalência do "I" sobre o "T" na escalada natural da Tecnologia da Informação (TI), a grande maioria delas limitou-se a substituir antigos processos manuais pelos informatizados. Embora agilizem a produtividade individual, poucos desses avanços correspondem em plenitude à "Revolução da Informação", igualmente preconizada pelo grande guru da gestão moderna.

Outra constatação intrigante: segundo o Relatório Symantec 2010 sobre Segurança da Informação nas Empresas, 49% das organizações latino-americanas foram alvo de algum tipo de ataque pela rede em 12 meses, e 48% das empresas brasileiras já perderam algum tipo de dado confidencial ou proprietário nos últimos meses em decorrência disso.

Imagine as proporções desse aspecto num contexto em que 100% dos documentos e livros fiscais em breve serão eletrônicos, com todas essas informações trafegando entre contribuintes e fisco, ficando depois armazenadas por pelo menos cinco anos.

Enfim, muito resta a ser feito para que as empresas entrem de fato no Terceiro Milênio, ainda que de forma tardia. Tecnologicamente obsoletas, elas precisam atuar na busca pelo conhecimento e no uso das novas tecnologias. Num cenário assim, cada minuto e centavo investido em capacitação deve ter aplicabilidade imediata, gerando valor ou reduzindo custos.

O grande mérito adicional desse ciclo virtuoso é ser a chave para a inclusão empreendedora de milhões de brasileiros, algo mais do que desejável e oportuno num país que, finalmente, parece ter se encontrado a verdadeira vocação de crescer de maneira sustentada e, consequentemente, duradoura.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Primeira semana do ano registra exportações de US$ 2,781 bilhões


Primeira semana do ano registra exportações de US$ 2,781 bilhões

10/01/2011
Primeira semana do ano registra exportações de US$ 2,781 bilhões
As exportações brasileiras na primeira semana de janeiro (1º a 9) de 2011, com cinco dias úteis, foram de US$ 2,781 bilhões, com média diária de US$ 556,2 milhões. No mesmo período, as importações somaram US$ 3,267 bilhões, com média diária de US$ 653,4 milhões.
Com estes dados, a semana registrou déficit de US$ 486 milhões, com média diária negativa de US$ 97,2 milhões. A corrente de comércio (soma das exportações e importações) totalizou US$ 6,048 bilhões, com média diária de US$ 1,209 bilhão. Pela média, o valor é 6,2% maior que o de janeiro de 2010 (US$ 1,139 bilhão) e 23,7% menor que o de dezembro de 2010 (US$ 1,585 bilhão).
Exportações e importações
As vendas ao mercado externo na primeira semana do ano tiveram um resultado 1,6% inferior à média de US$ 565,3 milhões registrada em janeiro de 2010. Houve queda nas exportações de manufaturados (-15,5%), com decréscimos para óleos e combustíveis, açúcar refinado, automóveis, calçados, óxidos e hidróxidos de alumínio e aviões. Entre os semimanufaturados (-0,9%), a diminuição foi causada, principalmente, por madeira serrada, borracha sintética e artificial, catodos de níquel e de cobre e alumínio em bruto. Nas exportações de básicos, porém, houve aumento (18,3%), com destaques para minério de ferro, carne de frango, bovina e suína, farelo de soja, milho em grãos e minério de cobre.
Na comparação com dezembro de 2010 (média diária de US$ 909,5 milhões), o resultado das exportações caiu 38,8%, com recuo em todas as categorias de produtos: manufaturados (-37,9%), básicos (-42,4%) e semimanufaturados (-27%).
Nas importações, a média diária apresentou crescimento de 13,8% em relação ao mês de janeiro do ano passado (média de US$ 574,1 milhões). Houve aumento de gastos com adubos e fertilizantes (104,3%), aeronaves e peças (51,9%), máquinas e equipamentos (35,7%), borrachas e suas obras (27,6%), plásticos e obras (14,4%), e produtos químicos orgânicos e inorgânicos (13,8%).
Na comparação com dezembro último (média de US$ 676,1 milhões), as aquisições feitas no mercado externo tiveram queda de 3,4%, com diminuição entre os farmacêuticos (-21,8%), siderúrgicos (-19,9%), automóveis e suas partes (-18,1%), e combustíveis e lubrificantes (-16,4%).
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(Fonte: MDIC)